Decisão de "Celsinho" divide os amigos do ministro em Tatuí
Decano do STF deu voto de minerva para que condenados no mensalão tenham novo julgamento
Brasil|Do R7

A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), José Celso de Mello Filho, de acatar os embargos infringentes e determinar um novo julgamento para réus do mensalão causou reações diferentes entre os amigos do ministro em Tatuí, sua cidade natal, no interior de São Paulo.
O cirurgião dentista José Erasmo Negrão Peixoto, amigo do ministro há 40 anos, esperava a rejeição dos embargos.
— O Celsinho deu uma aula magna de direito, mas não se fez justiça.
Já advogado e professor de direito penal José Rubens do Amaral Lincoln, também amigo de longa data, elogiou o ministro.
— O Celsinho manteve a coerência, como sempre, e eu acertei a previsão.
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Na cidade de 114 mil habitantes, que acompanhou com atenção o julgamento — alguns escritórios de advocacia dispensaram funcionários mais cedo — os amigos mais próximos tratam o ministro de forma carinhosa, usando o diminutivo "Celsinho".
Peixoto se considera um deles, mas esperava que o ministro atendesse aos apelos da rua e discorda de sua decisão.
— Acima de todo o sistema processual tem o juízo de valor. Os crimes foram comprovados e era de se esperar que os réus já fossem cumprir as penas.
Lincoln, que foi amigo de infância de Celso de Mello, discorda e defende o ministro.
— Ele é insuperável e mais uma vez deu uma decisão acertada, pois nosso sistema de direito consagra a ampla defesa.
A prima do ministro Maria José de Almeida Mello, que também é procuradora do município, acreditava na aceitação dos embargos. Segundo ela, a decisão do ministro foi puramente técnica, levando em conta o que diz a lei. A prima espera ser visitada pelo ministro quando ele retornar a Tatuí, como sempre faz. Ela se formou em direito inspirada no primo jurista. Celso de Mello ainda não informou quando visitará a cidade.















