Defensor da intervenção militar, general é conhecido por polêmicas
Antonio Martins Mourão já havia pedido intervenção em outra ocasião
Brasil|Do R7

O general do Exército Antonio Hamilton Martins Mourão disse que o alto comando das Forças Armadas estuda a possibilidade de uma intervenção militar no País. A declaração foi feita na noite de sexta-feira (15), durante palestra em Brasília, e desmentida no dia seguinte pelo comando do Exército. Mas essa não foi a primeira vez que o general deu declarações polêmicas a respeito do tema.
Em outubro de 2015, Mourão foi afastado do Comando Militar Sul e transferido para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília, depois de se declarar favorável à intervenção. O general tinha defendido o "despertar de uma luta patriótica".
Na mesma época, Mourão também fez uma homenagem ao coronel Brilhante Ustra, denunciado como torturador durante o regime militar brasileiro. Ustra foi interrogado pela Comissão da Verdade, em 2013, quando negou ter praticado crimes no período.
Com o afastamento em 2015, Mourão perdeu o poder de fala para a tropa e, com isso, suas opiniões pessoais não seriam confundidas com as do Exército. Na época, o general foi substituído pelo general Edson Leal Pujol, que estava na Secretaria de Economia e Finanças do Exército.
Por suas declarações, Mourão já foi homenageado durante manifestações realizadas no final de 2016. No dia 4 de dezembro do ano passado, manifestantes ocuparam as ruas do Brasil em apoio à operação Lava Jato. No Rio de Janeiro, foi encontrado um boneco inflável gigante em homenagem ao general.














