Deputada Manuela D’Ávila recebe ameaças de estupro no Twitter e pede investigação
Parlamentar recebeu mensagens ameaçadoras após aderir ao protesto contra o estupro
Brasil|Do R7, em Brasília

A deputada federal Manuela D’ávila (PCdoB-RS) solicitou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) investigue as ameaças de estupro que ela recebeu depois de aderir à campanha “Eu não mereço ser estuprada” nas redes sociais.
De acordo com a parlamentar, as ameaças foram feitas em seu perfil do Twitter.
Manuela pediu que a PGR solicite ao provedor do site no Brasil o armazenamento dos dados de quem enviou as ameaças, com a consequente identificação do remetente, por meio de rastreamento.
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A deputada também quer que os dados sejam encaminhados à Justiça, para que sirvam como provas da denúncia.
— Temos que mostrar a esses “fakes” [perfis falsos na internet] que suas máscaras caem e que não existe território para o medo que tentam criar.
As mensagens foram enviadas na última terça-feira (1) para o Twitter da deputada. Manuela alega que o usuário a ameaçou de estupro e afirmou que não poderia ser condenado pela Justiça porque era menor de idade.
Protesto
A manifestação "Eu não mereço ser estupradoa" foi criada no fim de março, depois que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou uma pesquisa que mostra que 65,1% dos brasileiros concordam, total ou parcialmente, que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.
Em apoio ao protesto, milhares de mulheres e homens publicaram foto nas redes sociais, com a frase que dá nome ao movimento. A campanha ganhou apoio de celebridades e foi citado até pela presidente Dilma Rousseff.
A jornalista Nana Queiroz, que idealizou o movimento, também sofreu centenas ameaças na internet e outras formas de agressão, além de receber mensagens de apologia ao estupro.














