Deputados discutem se reunião para eleger Feliciano à Comissão de Direitos Humanos será fechada ou aberta
Domingos Dutra diz que decisão de fechar encontro remete à época da ditadura
Brasil|Da Agência Câmara
Em clima tenso, os integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias discutem nesse momento se devem ou não começar a reunião para a eleição do novo presidente do colegiado. O encontro acontece no Plenário 14, que está fechado para manifestantes, que ocupam os corredores em torno da sala da comissão.
O presidente atual da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA) que suspendeu a reunião de ontem por causa do tumulto causado por manifestantes contrários ao nome do Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), para a presidência disse há pouco que a decisão de fechar a reunião aos manifestantes foi tomada unilateralmente pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.
— Este é um triste retrocesso, estamos revivendo os idos de 1964.
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O líder do PSC, André Moura (SE), também atribuiu a decisão exclusivamente ao presidente Henrique Eduardo Alves.
— O fechamento da reunião não foi solicitado pelo partido (PSC). Isso aconteceu porque Domingos Dutra não teve pulso firme para garantir a tranquilidade da votação de ontem.
A deputada Érika Kokay (PT-DF) questionou a validade de um encontro fechado. O tema continua sendo discutido de forma acalorada pelos integrantes da comissão.
Pastor Marco Feliciano é acusado de ter feito declarações racistas e homofóbicas em entrevistas e outras ocasiões.















