Deputados do RJ pedem firmeza de Dilma na defesa da manutenção dos vetos aos royalties
Parlamentares do Rio de Janeiro vão tentar adiar a votação após edição extra do Diário Oficial
Brasil|Do R7, com Agência Câmara
Os parlamentares e representantes do Poder Executivo do Rio de Janeiro e do Espírito Santo decidiram apelar à presidente Dilma Rousseff para que peça à base do governo que mantenha os seus vetos à redistribuição dos royalties do petróleo.
Os parlamentares se queixam de que a presidente não tomou uma posição firme na defesa dos vetos e que os estados ficaram sós.
O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) disse que a presidente usou argumentos muito importantes para justificar seus vetos, mas não está tomando uma posição a altura dessa gravidade.
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O deputado Glauber Braga (PSB-RJ) propôs que se solicite à presidente que deixe claro para a base governista que é importante que os vetos sejam mantidos.
Os deputados suspenderam a reunião das bancadas carioca e capixaba para tomar as providências de mobilização contra a derrubada dos vetos.
Adiamento da votação
A bancada do Rio de Janeiro destacou o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) para redigir uma questão de ordem que será apresentada logo no início da sessão do Congresso, prevista para as 19 horas, que vai votar os vetos presidenciais à lei que redistribuiu os royalties do petróleo.
A questão de ordem vai pedir o adiamento da votação usando como justificativa a republicação dos vetos em edição extra do Diário Oficial da União desta terça-feira (5). O documento corrige um erro material ocorrido na publicação dos vetos em novembro do ano passado.
As bancadas do Rio e do Espírito Santo alegam que a sessão precisa ser adiada para conhecer melhor a extensão do texto que foi republicado. Além disso, argumentam que é necessário corrigir a cédula a ser usada pelos parlamentares na sessão, a fim de incorporar as novas informações.
Renan
De acordo com a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que participou de uma reunião na Presidência do Senado para discutir o assunto, o senador Renan Calheiros disse que não teria, a princípio, como adiar a sessão porque ela é fruto de um acordo político dos líderes do Congresso.
Renan ponderou, porém, que se a questão de ordem for apresentada, ele vai analisar o caso e dar uma resposta durante a sessão.















