Deputados querem limitar atividades de campanha eleitoral para coibir o caixa 2
Internet, TV, panfleto e carro de som farão parte da comunicação dos candidatos
Brasil|Sandro Guidalli, do R7, em Brasília

A reforma política deve limitar as atividades de comunicação de campanha para coibir a ocorrência do Caixa 2, dinheiro não contabilizado oficialmente e não informado à Justiça Eleitoral.
É o fim das placas, dos cavaletes e do outdoor e menos dinheiro circulando para o pagamento dos cabos eleitorais.
De acordo com o deputado Índio da Costa (PSD-RJ), a comunicação deve ficar "restrita" à internet, ao horário eleitoral gratuito, ao corpo-a-corpo e ao carro de som.
Caso a proposta seja aprovada nesta quinta-feira (9), a lei permitirá o aluguel de um carro de som em cidades a cada 50 mil eleitores. Outro consenso é o tempo de campanha: passaria a ser de 45 dias.
O texto da reforma política que está sendo acordado também prevê o limite de doações de empresas de R$ 20 milhões para os partidos. Esse teto, segundo os parlamentares, vai baratear as campanhas.
Segundo levantamento divulgado pelo senador Jorge Vianna (PT-AC), no Brasil em 2014 foram oficialmente gastos R$ 400 milhões com o pagamento de placas e outros R$ 750 milhões com o pagamento de pessoal de apoio nas campanhas.
O deputado Valdir Rossoni (PSDB-PR) disse que a limitação do uso do carro de som e de outros dispositivos de campanha será de difícil controle. Ele prevê problemas na Justiça Eleitoral caso os deputados venham a definir detalhes da campanha que podem se tornar incontroláveis.
— Se é para regular isso, melhor que se não fizesse reforma alguma.
A redução das atividades de campanha e o limite de doações têm recebido o apoio de parlamentares de diversos partidos. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, prometeu votar a reforma políticanesta quinta-feira até as 19h. O tempo de TV para os partidos e candidatos, porém, pode levar a discussão da reforma para a próxima terça-feira (14). O PT é contra diminuir o tempo de TV, embora seja favorável a diminuir o tempo de campanha ao se iniciar a propaganda apenas em agosto e não mais em julho.
Segundo Eduardo Cunha, a propaganda eleitoral poderá ter 40 minutos na TV em cada bloco a fim de compensar a diminuição do início da campanha no horário eleitoral gratuito.















