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Dia das Crianças: infância é terreno fértil para formar jovens inovadores

É a fase na qual não se tem medo de arriscar, experimentar e fazer descobertas. E isso estimula a criatividade, segundo especialistas

Brasil|Pietro Otsuka*, do R7

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Crianças têm, naturalmente, instintos inovadores e empreendedores
Crianças têm, naturalmente, instintos inovadores e empreendedores

Neste sábado (12), comemora-se o Dia das Crianças. A data promete movimentar o comércio e agitar o mercado varejeiro, mas, além disso, o feriado traz à tona outras questões referentes ao mundo infantil: despertar nas crianças o desejo de inovar e empreender.

O período da infância é um terreno fértil para o desenvolvimento de habilidades fundamentais para formação de perfis inovadores. “Nós nascemos super inovadores, basta olhar para qualquer criança. A criança arrisca, experimenta, faz descobertas o tempo todo, e isso é a postura do inovador”, afirma Valter Pieracciani, empresário e especialista em modelos inovadores de gestão.


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Pieracciani é também autor do livro ‘A verdadeira mágica’. A obra conta a história de um menino que quer consertar o presente que ganhou do avô e, durante sua trajetória, o protagonista demonstra características de qualquer processo de inovação: sentir, sonhar, arriscar e transformar.


Para o professor Giuliano Rossini, coordenador de Projetos Sociais da Escola Bilíngue Pueri Domus, instituição que adota o empreendedorismo social em sua grade curricular, é papel da escola preparar os jovens e as crianças para o mundo de hoje, do século 21. "Formar o cidadão do mundo capaz de sonhar, criar e realizar", conta.

"O empreendedorismo traz junto dele um pacote de ferramentas, posturas, comportamentos e atitudes que facilitam esse processo, ajudam essa criança a pensar como vai se colocar neste mundo e a se entender como um sujeito atuante no mundo de hoje. É ela que constrói essa sociedade que a gente vive hoje", comenta o professor.


"Em especial a parte de inovação a gente tem sempre em mente, quando trabalha com crianças do fundamental 2 e do Ensino Médio, que estamos preparando estes jovens para um mundo que ainda não existe, ou seja, capacitando para profissões que ainda não existem. Falar de empreendedorismo e inovação na escola é deixar o mindset aberto e preparado para o mundo que se transformam a uma velocidade cada vez mais rápida", diz Rossini. 

A educação como agente da mudança


Pieracciani lamenta que o modelo tradicional de ensino desincentive a criatividade e imaginação nas crianças. "Acabam reprimindo isso nas crianças, fazendo elas virarem robôs. Eu gostaria de incentivas crianças a continuarem sendo o que elas são. Porque é muito mais difícil depois de adulto você resgatar isso", afirma.

No entanto, para Rossini, já é possível observar uma tendência nas escolas de renovar e reinventar a educação de jovens e crianças. "A educação tradicional traz esse aspecto pragmático, mas a educação mais moderna, das escolas que têm se repensado, leva em conta esta formação de jovens mais criativos, de mentes inquietas e a resposta para isso são as metodologias que colocam os alunos como protagonistas", comenta.

"É um novo modelo de educação no qual o aluno é de fato protagonista e construtor de conhecimento. O mundo atual exige cada vez mais autonomia das pessoas. E as escolas estão preocupadas em construir jovens autônomos, que sejam capazes de dar conta de buscar soluções inovadoras para os problemas que existem", completa.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Vinhas

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