Diferença de posições é natural, diz Dilma sobre relação com Congresso
Presidente deu entrevista coletiva depois de visitar famílias vítimas de tornado em Xanxerê
Brasil|Do R7

A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira (27), que vê como natural as diferenças com o Congresso Nacional.
— Quando se vive numa democracia, parte-se do pressuposto que há diferenças de posição, especialmente num país continental como é o Brasil. Ninguém tem de pensar igualzinho.
A presidente deu entrevista coletiva depois de visitar famílias e os escombros deixados por um tornado em Xanxerê (SC). Sobre os conflitos dentro do partido e da base aliada, como o PMDB, a presidente afirmou: "partidos são heterogêneos, por isso é normal que haja conflitos".
Além de Xanxerê, Dilma visitou nesta manhã o município de Ponte Serrada (SC), que também foi atingido por um tornado na segunda-feira passada. Ela falou sobre a liberação de recursos para as cidades.
Uma portaria do Ministério da Integração Nacional, publicada no Diário Oficial da União, autorizou a liberação de R$ 2,8 milhões para ações de socorro nos municípios. De acordo com o Blog do Planalto, o prazo de execução das obras e serviços será 180 dias.
Outra portaria, nesse caso do Ministério das Cidades, disponibiliza recursos para reforma das moradias e construção habitacional por intermédio do Programa Minha Casa, Minha Vida em áreas urbanas e rurais.
A transferência de recursos, segundo a publicação, será feita mediante assinatura de termo de compromisso firmado com a Caixa Econômica Federal.
Respondendo a uma questão sobre investimento em ferrovias na região, a presidente afirmou que o Brasil tem um "déficit histórico muito grande" nesse modal.
— Nos últimos quatro anos, investimos pesadamente. [Mesmo assim], não vamos dar conta de fazer todas as ferrovias simultaneamente.
Também na entrevista coletiva, Dilma respondeu a uma questão sobre o projeto de lei da terceirização, que é polêmico e que foi rejeitado pelos deputados petistas, mas mesmo assim foi aprovado pelo plenário da Câmara.
A presidente disse que é preciso "equilíbrio" na legislação da terceirização do trabalho. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), sinalizou que dará menor celeridade à aprovação do projeto, indicando uma análise mais detalhada do texto principal e também das emendas aprovadas pelos deputados.














