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Dilma diz que 'não respeita delator' e defende doação da UTC para sua campanha

Presidente se encontrou com empresários norte-americanos hoje em Nova Iorque

Brasil|Do R7

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Dilma se encontrou com o empresário Rupert Murdoch do Grupo News Corporation em Nova Iorque
Dilma se encontrou com o empresário Rupert Murdoch do Grupo News Corporation em Nova Iorque

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (29) que a contribuição de R$ 7,5 milhões da empreiteira UTC para sua campanha foi registrada e realizada de maneira legal.

— Eu não respeito delator. Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é que é. Tentaram me transformar em uma delatora.


A presidente deu a declaração em Nova York, em suas primeiras declarações públicas desde a divulgação da delação premiada do dono da empresa, Ricardo Pessoa.

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Dilma ressaltou que a empresa também fez doações a seu adversário no segundo turno da eleição presidencial, Aécio Neves, em valores semelhantes aos recebidos por sua campanha.

— Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo, se insinuam, alguns têm interesses políticos.


O terceiro motivo apresentado pela presidente para refutar as acusações foi o fato de ser mineira e ter crescido com lições sobre a Inconfidência Mineira.

— E há um personagem que a gente não gosta, porque as professoras nos ensinam a não gostar dele. E ele se chama Joaquim Silvério dos Reis, o delator. Eu não respeito delator. — observou, mencionando o homem que traiu os inconfidentes.


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Apesar de criticar delatores, a presidente afirmou que a Justiça o Ministério Público e a Polícia Federal devem investigar as acusações.

— Tudo, sem exceção.

A presidente disse que tomará medidas contra Pessoa caso ele faça acusações contra ela. Quanto aos ministros mencionados na delação, Dilma afirmou que cabe a eles decidir o que fazer. Pessoa fez referência ao chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante e ao secretário de Comunicação Social, Edinho Silva, que foi Tesoureiro da campanha de Dilma à reeleição.

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Petrobras

A Petrobras não tem uma participação muito grande no pré-sal, afirmou a presidente Dilma Rousseff em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira após encerrar um seminário em Nova York onde apresentou projetos de infraestrutura no Brasil.

A presidente Dilma afirmou que a Petrobras é uma boa parceira, porque quando os preços do petróleo estão mais baixos, os investidores e as empresas procuram diminuir o risco.

— Elas reduzem o risco selecionando os melhores projetos e selecionando parceiros que têm conhecimento do que fazem

Disse a presidente citando que a empresa brasileira ganhou o "Oscar do petróleo" na feira OTC, em Huston, este ano, principal encontro do setor de energia do mundo.

— Acredito que a Petrobras em exploração em lâminas d'água de sete mil metros é uma empresa bastante atraente como parceira. A companhia conhece a bacia sedimentar brasileira e conhece o pré-sal porque descobriu o pré-sal.

Dilma ressaltou que em um momento de baixo preço do petróleo é importante investir onde se sabe que tem a commodity, onde há um produto de qualidade, o que diminui o risco.

— Também é importante investir onde há regras claras, onde se respeita contratos, que não tem risco geopolítico.

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