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Dilma pede unidade do governo e determina agilidade no corte de gastos

Presidente se reuniu com ministros após o País perder o grau de investimento do Brasil

Brasil|Do R7

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Joaquim Levy concederá uma entrevista coletiva durante à tarde para comentar o rebaixamento da nota do País por agência de risco
Joaquim Levy concederá uma entrevista coletiva durante à tarde para comentar o rebaixamento da nota do País por agência de risco

Em reunião de emergência convocada após o País perder o grau de investimento do Brasil, a presidente Dilma Rousseff pediu unidade do governo e determinou agilidade nos anúncios das medidas para reverter a situação.

A expectativa é que as primeiras decisões relativas a cortes de gastos sejam anunciadas nesta quinta-feira (10) à tarde durante entrevista que será concedida pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.


Segundo um ministro que participou do encontro, a posição do governo é "reconhecer as dificuldades financeiras" e demonstrar que está preparado para tomar todas as "medidas de caráter emergencial" que são necessárias para adotar uma forte "política de austeridade fiscal".

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Depois de patrocinar sucessivas tentativas frustradas de criação ou aumento de impostos, o Palácio do Planalto está convencido de que o melhor caminho é "cortar na própria carne", ou seja, investir na chamada reforma administrativa e diminuir os gastos da máquina pública.

As decisões não serão anunciadas de uma vez só, mas a conta-gotas, conforme forem sendo definidas pela equipe econômica. Não entraria, neste primeiro momento, a lista de quais ministérios serão cortados.


Apesar de garantir que Dilma não pretende acabar com nenhum programa social, o mesmo ministro ouvido pela reportagem afirmou que será feito um "pente-fino" nos benefícios que são pagos pelo governo, para "combater todo tipo de fraudes" e otimizar os gastos. Um exemplo das medidas que o Planalto pretende adotar é fazer um recadastramento do chamado seguro defeso, alvo de diversas denúncias de irregularidades.

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Após a decisão da S&P, Dilma reuniu hoje os principais ministros do governo no Planalto para discutir como reagir ao rebaixamento. O vice-presidente da República, Michel Temer, também participou do encontro. O peemedebista é um dos que sempre defendeu a tese de que, antes de elevar impostos, o governo deveria diminuir despesas.

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