Dilma sanciona lei de proteção ao emprego em meio a crise e alta no desemprego
Brasil|Do R7
BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira a lei que cria o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e comemorou o que chamou de decisão acertada do governo para proteger os empregos, acrescentando que 33 empresas com 30.202 já aderiram ao programa.
“Diante de crise este programa é uma forma de preservar empregos”, afirmou a presidente, dizendo ainda que o PPE é importante para as empresas, que podem manter sua mão-de-obra qualificada, para os trabalhadores, que mantém os empregos com uma renda garantida, e para o governo, que gastará menos com o programa do que com o pagamento de seguro-desemprego.
O país registrou o maior patamar desemprego no Brasil em um mês de outubro em oito anos. A taxa, divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu a 7,9 por cento, com maior procura de emprego e fechamento de vagas.
De acordo com dados do governo, outras 42 empresas estão em análise, com outros 12.264 trabalhadores a serem beneficiados.
Até agora, 100 por cento das empresas que se candidataram ao programa foram aprovados pelo governo.
Pelas regras do programa, o governo arca com parte dos custos da manutenção dos empregados com a garantia de que os trabalhadores não serão demitidos.
Até agora, o custo para o governo foi de 91,6 milhões de reais. Segundo o Ministério da Previdência e Trabalho, o custo do pagamento de seguro-desemprego para essas mesmos 30 mil trabalhadores seria de 184 milhões de reais.
Durante a breve cerimônia de sanção, a presidente voltou a afirmar que o Brasil passa por um momento de transição em que as decisões tomadas terão impacto no futuro.
"Seguimos trabalhando de forma obstinada para controlar a inflação e retomar o crescimento”, afirmou Dilma.
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(Por Lisandra Paraguassu)















