Dilma se reúne com ministros para discutir votações no Congresso no segundo semestre
"Pauta bomba" deve ter pacote anticorrupção, pacto federativo e PEC das MPs
Brasil|Do R7

A presidente da República Dilma Rousseff esteve reunida na tarde desta segunda-feira (27) com 12 ministros de diversos partidos, além do vice-presidente e responsável pela coordenação política, Michel Temer, para discutir as votação do Congresso Nacional no segundo semestre.
A encontro aconteceu horas depois da reunião de coordenação política que Dilma realiza semanalmente com o núcleo duro do governo para tratar da conjuntura política do País.
Na reunião desta tarde, estiveram presentes os ministros Aldo Rebelo, da Ciência e Tecnologia; Aloizio Mercadante, da Casa Civil; Antônio Carlos Rodrigues, dos Transportes; Armando Monteiro, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Edinho Araújo, da Secretaria de Portos; Eliseu Padilha, da Secretaria de Aviação Civil; George Hilton, dos Esportes; Gilberto Kassab, das Cidades, Afif Domingos, da Micro e Pequena Empresa; Helder Barbalho, da Pesca; Kátia Abreu, da Agricultura, e Nelson Barbosa, do Planejamento.
A conversa durou duas horas e o objetivo foi reunificar a base aliada para conseguir aprovar os assuntos de seu interesse no Congresso. O governo está preocupado com a “pauta bomba” prevista para o segundo semestre.
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Entre as votações esperadas para começar após o fim do recesso, no próximo dia 4, estão análise do pacote anticorrupção enviado pela presidente Dilma ao Congresso em março, em resposta às manifestações populares que tomaram o País, o pacto federativoe a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que que altera as regras de tramitação das MPs (Medidas Provisórias).
Há duas semanas o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou o rompimento definitovo com o Planalto e prometeu fazer oposição ao governo, o que deve dificultar ainda mais a aprovação de projetos do interesse do governo no Congresso.
Em reunião com empresários nesta segunda, em São Paulo, Cunha afirmou que a maioria do PMDB, maior partido da base, é hoje favorável a um rompimento da aliança com o governo. Quando anunciou o seu rompimento com o governo, Cunha disse que iria defender que o PMDB vá para a oposição no congresso do partido, que será realizado em setembro.















