Dilma volta a defender a realização de reforma política
Governo sugeriu a realização de um plebiscito, mas a ideia foi vetada pelo Congresso
Brasil|Da Agência Brasil
A presidente Dilma Rousseff voltou a defender nesta segunda-feira (5) a realização de uma reforma política, durante cerimônia de sanção do Estatuto da Juventude.
Em junho, após uma onda de manifestações pelo País, o governo sugeriu a realização de um plebiscito para orientar a reforma política, mas a ideia foi descartada pelo Congresso Nacional, responsável por levar a consulta adiante.
— A reforma diz respeito à melhoria e ao aperfeiçoamento do sistema político. Quando propus, propus uma reforma antecedida de um plebiscito. Considero que consultar o povo nunca é demais, consultar o povo é democrático e é necessário para que instituições tornem-se cada vez mais permeáveis as demandas da sociedade, das redes e das ruas; mais abertas, ao controle e, sobretudo, mais eficazes.
Dilma disse que “sempre é tempo” para participação popular e democrática.
— Sou da época em que se a gente se manifestasse, ia preso, ia para a cadeia. Hoje no Brasil é tão bom e é tão forte essa questão, é possível participar, é possível falar, é possível externar sua opinião. E só tem um jeito de avançar, de melhorar: mais democracia exige democracia, mais inclusão exige mais inclusão; melhoria de vida requer mais melhoria de vida. Por isso, sempre é tempo e sempre é hora.
A presidente lembrou os pactos nacionais apresentados pelo governo, após as manifestações, e disse que as melhorias só serão possíveis com aperfeiçoamento do sistema político.
— Fazer mais em nosso País passa necessariamente por construir e aprimorar nosso sistema político. Queremos que cada vez mais ele seja pautado por valores públicos, de ética, de transparência e que tenhamos o compromisso de assegurar que esse País, e todos os seus poderes sejam governados de forma absolutamente ética.
Após sancionar a criação do Estatuto da Juventude, que tramitou no Congresso Nacional por quase dez anos, a presidenta Dilma disse que seu governo estará “cada vez mais conectado, não só com a voz das ruas, mas das redes também”.
— Diante da juventude, não há o que fazer, tem que ficar digital.















