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Diretor da Alstom admitiu propina de 15% em SP, diz jornal

O percentual teria sido cobrado sobre um contrato de US$ 45,7 milhões (R$ 52 milhões à época)

Brasil|Do R7

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Vereador Andrea Matarazzo era o secretário de Energia à época
Vereador Andrea Matarazzo era o secretário de Energia à época

Ex-diretor comercial da Alstom, o engenheiro francês André Botto disse, em depoimento à Justiça brasileira, que a direção da multinacional na França autorizou o pagamento de propina de 15% sobre um contrato de US$ 45,7 milhões (R$ 52 milhões à época) para fechar um negócio com a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) em 1998. A informação foi publicada nesta quarta-feira (22) pelo jornal Folha de S.Paulo.

O depoimento é sigiloso, mas seu conteúdo foi obtido pelo jornal e traria pela primeira vez o reconhecimento de um diretor da Alstom de que houve suborno para fechar contrato com uma estatal paulista — na época, o Estado era governado pelo já falecido Mário Covas (PSDB) e o secretário de Energia era o hoje vereador Andrea Matarazzo (PSDB), que diz nunca ter participado de negociações com a Alstom.


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Com a declaração, o depoente contradiz a filial brasileira da Alstom, que, desde 2008, diz que a empresa nunca pagou suborno e que colabora com a apuração. Em nota à Folha de S.Paulo, a multinacional diz que "manifesta seu veemente repúdio quanto às insinuações de que possui política institucionalizada de pagamentos irregulares para obtenção de contratos".

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