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Dirigentes de órgãos atingidos por ação da PF serão ouvidos

Ministro da Justiça e advogado-geral da União são esperados

Brasil|Do R7

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A disposição do governo de impedir a convocação de servidores envolvidos no escândalo de venda de pareceres e de autorizar apenas o depoimento de titulares dos órgãos atingidos prevaleceu na Comissão de Meio Ambiente e Fiscalização e Controle do Senado.

Senadores da base aliada do governo concordaram com o comparecimento ao Senado, na próxima semana, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e dos presidentes da ANA (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu, e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Marcelo Pacheco dos Guaranys.


Mas adiaram a votação do requerimento do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) chamando para depor a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha, do ex-número dois na AGU José Weber de Holanda Alves, e dos ex-diretores da ANA, Paulo Rodrigues Vieira, e da Anac, Rubens Rodrigues Vieira, apontados como chefes do esquema criminoso.

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Rosemary e Weber foram indiciados pelos crimes de corrupção e tráfico de influência no esquema de venda de pareceres de órgãos do governo.

O líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), informou que Cardozo comparecerá à Comissão de Meio Ambiente e à Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira da próxima semana, pela manhã.


Luís Adams falará no mesmo dia, nas mesmas comissões. Andreu e Guaranys serão ouvidos respectivamente na Comissão de Meio Ambiente e na Comissão de Infraestrutura no dia 6 de dezembro.

Mais cedo, a Comissão de Educação do Senado havia rejeitado o depoimento no Senado do ex-consultor jurídico do Ministério da Educação Esmeraldo Malheiros Santos, acusado pela Polícia Federal de participar do esquema desbaratado pela PF.

O líder do PT, Walter Pinheiro sugeriu o comparecimento do Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no lugar do servidor, mas o autor do requerimento de convocação,o líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), não aceitou, alegando que o servidor teria muito mais a dizer sobre a sua ligação com a organização criminosa.

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