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Discordâncias no PT atrasam Carta aos Brasileiros de Dilma

Se houver chance de derrotar impeachment, Dilma acenará para manter equipe econômica

Brasil|Do R7

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Dilma tinha apoio de 22 dos 81 senadores para se manter no Planalto em maio. São necessários 27 votos para derrubar processo
Dilma tinha apoio de 22 dos 81 senadores para se manter no Planalto em maio. São necessários 27 votos para derrubar processo

A presidente afastada Dilma Rousseff ainda não divulgou a prometida Carta aos Brasileiros porque seus apoiadores divergem sobre o tom da mensagem. A avaliação é de que, se houver chance de derrotar o impeachment, Dilma acenará para a manutenção da equipe econômica de Michel Temer. 

Caso o afastamento seja considerado "favas contadas", porém, o documento trará apenas diretrizes à esquerda.


A segunda alternativa é, hoje, a mais provável. Até mesmo no PT os comentários são de que "só um milagre" fará Dilma reassumir a Presidência. No julgamento final, previsto para o fim de agosto, ela precisará de ao menos 28 votos para voltar ao Planalto.

Em 12 de maio, 22 dos 81 senadores foram contra a admissibilidade do impeachment. Até agora, no entanto, o grupo que apoia Dilma não conseguiu virar votos e muitos no Senado dizem que ela corre o risco de perder alguns.


Um dos assediados é o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que era do PT e foi ministro da Educação (2003-2004), demitido por telefone pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Cristovam votou a favor do impeachment, mas tem dado sinais contraditórios sobre o que pretende fazer no julgamento definitivo. Ele é um dos que defendem a permanência de Henrique Meirelles na Fazenda. O ministro de Temer foi recentemente elogiado por Dilma.

A Carta aos Brasileiros — ou à Nação — foi planejada há dois meses para ser uma espécie de "programa da volta" de Dilma. Divergências sobre seu conteúdo, porém, atrasaram a divulgação e até hoje não se sabe se Dilma vai respaldar a proposta de plebiscito para antecipar as eleições presidenciais.


"Ninguém da Executiva do PT conhece essa carta, que deveria ser discutida conosco", disse o secretário de Formação Política do partido, Carlos Henrique Árabe.

Divisão

Nos bastidores, o PT também vive o conflito entre os que querem começar a construir o "pós-Dilma" sem virar totalmente as costas para o Planalto e os que pregam oposição radical a Temer. "Esse jogo de aceitação do golpe é o que pode dividir o PT", disse Árabe.

— Duvido que a parte do PT que deseja se conciliar com Temer deixe isso claro. Tentará esconder, apesar de ter votado em Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara.

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