Dois ex-ministros de Dilma mudam de lado e votarão a favor do impeachment
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Mauro Lopes (PMDB-MG) vão dizer “sim” à saída da petista
Brasil|Mariana Londres e Raphael Hakime, do R7, em Brasília

Ao menos dois ex-ministros de Dilma Rousseff resolveram pular o muro e vão votar a favor do impeachment neste domingo (17) na Câmara dos Deputados. Orientados por seus partidos, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Mauro Lopes (PMDB-MG) vão votar “sim” pelo impeachment,
Mauro Lopes assumiu a Aviação Civil em 17 de março deste ano, mas na última quinta-feira (14) desembarcou do governo para votar a favor da saída da ex-chefe. Já o ex-ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro, atual líder do PP na Câmara, também indicou voto pró-impeachment.
-- Fui ministro do meu partido, não fui ministro do governo. Fui ministro do meu partido no governo e fui correto com a presidente, trabalhei durante o primeiro governo, votei na comissão contra o impeachment, pela minha convicção. Mas esse processo é político.
Ribeiro disse ainda que precisa respeitar “o fechamento de questão dentro do diretório” porque “é uma posição da maioria do partido, mais de dois terços do partido tomou esse direcionamento”.
-- O partido tomou essa decisão de fechamento de questão, inclusive eu como líder estou acompanhando o partido no encaminhamento e aqueles que porventura discordem desse encaminhamento certamente, o que foi decidido foi a instalação no Conselho de Ética do partido caso a caso, e cada caso será julgado de acordo com a análise de cada processo.
Por outro lado, outros dois ex-ministros de Dilma também da oposição, Marcelo Castro (PMDB-PI), que comandava a Saúde, e Celso Pansera (PMDB-RJ), ex-titular da Ciência e Tecnologia, pediram exoneração dos seus cargos para votar contra o impeachment.
PP rachado
Aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o primeiro vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão, anunciou dois dias atrás que mudaria de lado e votaria contra o impeachment de Dilma.
Neste domingo, ele reafirmou o voto contra a saída da petista e revelou ter ao menos 12 nomes do PP que votarão como ele – o partido tem 49 deputados na Câmara.
-- É hora de olhar para o País que precisa crescer, olhar para o futuro e respeitar a nossa história, que nos convoca a refletir sobre os próximos passos. Há inquietações entre nós, mas venho aqui diante do Brasil e do mundo reafirmar que nós do Partido Progressista, em número de 12 deputados, e estamos a trabalhar por mais deputados, nós somos contra o impeachment. Somos a favor do Brasil.















