Edison Lobão comanda agora reunião com setor elétrico sobre crise do setor
Ministro de Minas e Energia garante que não há risco de apagão
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília
O CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) está reunido em Brasília na tarde desta quarta-feira (9), no MME (Ministério de Minas e Energia), em Brasília, para discutir o problema energético do País, causado pelo baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
A reunião está sendo presidida pelo ministro Edison Lobão e conta ainda com a participação do secretário-executivo do MME, Márcio Zimmermann, o diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, o diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Edvaldo Santana, o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Helder Queiroz. O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Mauricio Tolmasquim, também está presente.
A presidente Dilma Rousseff antecipou sua volta das férias no Nordeste e retornou nesta terça-feira (8) à Brasília, mas não participa da reunião. A expectativa é que ela se reúna com o ministro Edison Lobão, no Palácio do Planalto, logo após o encontro do CMSE.
Apesar dos reservatórios das usinas hidrelétricas estarem no nível mais baixo dos últimos dez anos, o governo nega que exista risco de racionamento de energia elétrica no País. Segundo a assessoria do Ministério de Minas e Energia, não houve convocação emergencial e vários assuntos serão discutidos durante a 124ª reunião do comitê.
Desconto comprometido
Alguns especialistas do setor temem uma crise energética e acreditam que a redução de, em média, 20% nas tarifas de energia, prometida pela presidente Dilma Rousseff para este ano, possa ficar comprometida. Isso porque, para poupar o reservatório das hidrelétricas, as usinas térmicas foram acionadas e estão funcionando quase no limite da capacidade.
Como o custo da energia produzida em termelétricas é maior, existe a expectativa de que o consumidor tenha que arcar com esse aumento e, por isso, o desconto prometido pelo governo seja anulado.
No entanto, o governo afirmou que a redução das tarifas de energia está garantida para 2013.














