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“Eles podem pedir intervenção militar desde que haja respeito”, diz líder de protesto antigoverno

Manifestantes irão às ruas neste domingo (12) contra a presidente Dilma Rousseff

Brasil|Do R7

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Grupo com cerca de 200 pessoas fizeram uma passeata pela intervenção militar durante protesto antigoverno
Grupo com cerca de 200 pessoas fizeram uma passeata pela intervenção militar durante protesto antigoverno

Protestar ao lado de pessoas que pedem a intervenção militar não é nenhum incômodo. A opinião é de Marcello Reis, líder e fundador do Revoltados Online, um dos três grupos que lideram as manifestações que serão realizadas neste domingo (12) em mais de 400 cidades brasileiras.

“Durante um período nos acreditávamos também na intervenção militar. Mas passou, e a gente [agora] está pleiteando o impeachment [de Dilma Rousseff]”, disse Reis ao R7 na última sexta-feira (10).


— Desde que todos se respeitem, está tudo certo. Nós estamos realmente pedindo o impeachment. Eu acredito que intervenção militar é o último vagão da locomotiva, é a última instância.

Neste domingo, milhares de manifestantes devem protestar em cerca de 400 cidades pelo fim do governo da presidente Dilma. O Revoltados Online terá presença marcante em três cidades: São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.


Este será o segundo grande protesto contra a presidente, que completou 100 dias de governo na sexta. Durante a primeira manifestação, em 15 de março, grupos favoráveis aos militares chegaram a realizar uma passeata na avenida Paulista.

Um dos coordenadores nacionais do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos, tem uma visão diferente. Ele se disse incomodado por protestar ao lado de pessoas que pedem a intervenção militar.


Segundo Santos, em reunião com a PM durante a semana, eles conseguiram uma promessa de que o grupo militar estará a uma distância mínima de 500 metros durante o protesto na avenida Paulista, em São Paulo. No dia 15 de março, os dois grupos trocaram acusações ao microfone, já que seus carros de som ficaram frente a frente.

— Temos uma ideia de que [pedir uma intervenção militar] é conflitante com o que a gente tem como valor.

O R7 procurou as lideranças do Vem Pra Rua para comentar a presença de grupos militares no protesto, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.

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