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Em ano de instabilidade política, milhões de brasileiros foram às ruas contra e a favor do governo

Manifestações pediam impeachment, mudanças na economia e saída da presidente

Brasil|Do R7

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Último protesto de 2015 reuniu cerca de 30 mil pessoas em SP
Último protesto de 2015 reuniu cerca de 30 mil pessoas em SP

As denúncias diárias de escândalos de corrupção levaram milhões de brasileiros às ruas em 2015, em quatro ondas de protestos. Os principais atos tiveram como alvo o governo federal. Mas grupos que defendem a presidente Dilma Rousseff também manifestaram apoio a ela em diversas ocasiões.

O maior de todos os protestos aconteceu no dia 15 de março, quando quase 2 milhões de brasileiros participaram de atos organizados em mais de uma centena de cidades. Além da corrupção, quem foi às ruas naquele domingo criticava o andamento da economia e pedia a saída da presidente do cargo.


No mesmo dia, os ministros Miguel Rosetto (Secretaria-Geral da Presidência) e José Eduardo Cardozo (Justiça) convocaram uma entrevista coletiva para falar dos protestos. Na ocasião, prometeram um pacote de medidas anticorrupção.

Menos de um mês depois, os mesmos grupos convocaram mais manifestações. Porém, o público foi menor: em torno de 680 mil, em 24 Estados. Na ocasião, os organizadores disseram que houve mais participantes, já que não foram contabilizadas todas as cidades do interior.


Naquele mês, a inflação acumulada no ano já atingia 4,56%, o desemprego estava em 6,2%, com mais de 380 mil pessoas sem trabalho, em comparação com abril de 2014. O cenário econômico continuou a piorar, assim como mais casos de corrupção foram surgindo, inclusive contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a grande aposta de adversários do governo para conduzir um eventual processo de impeachment.

Em agosto, quando o índice de desemprego era 7,6% e a inflação estava em 7,06% no acumulado do ano, uma nova onda de manifestações tomou conta do País. Porém, a adesão continuou caindo em relação às anteriores. Segundo dados das polícias onde houve atos, foram 600 mil participantes no dia 16.


Como resposta, movimentos sociais, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e estudantes fizeram protestos em apoio à presidente Dilma em 25 Estados, no dia 20 de agosto. Os manifestantes pediam o afastamento do presidente da Câmara e também criticavam o ajuste fiscal.

Os grupos anti-Dilma só voltaram a organizar novos atos em dezembro, após Eduardo Cunha aceitar um pedido de impeachment contra a presidente. Rapidamente, os movimentos Brasil Livre, Vem Pra Rua e Revoltados Online convocaram marchas em 90 cidades, para o dia 13.


Conforme admitido pelos próprios movimentos, o público em 13 de dezembro foi bem menor. Os dados divulgados pelas polícias de nove capitais mostram que cerca de 50 mil pessoas participaram dos protestos. Dessa vez, a principal bandeira era o impeachment de Dilma. Mas ainda assim, como nos outros atos, houve grupos defendendo a intervenção militar em diversas cidades.

Novamente, a CUT convocou uma série de atos contra o impeachment em várias cidades brasileiras. Antes mesmo dos protestos pedindo a saída de Dilma, a central sindical organizou uma manifestação em apoio à presidente no centro do Rio, no dia 8. Em São Paulo, o ato aconteceu no dia 16.

Desde que as manifestações contra e favoráveis ao governo começaram, a instabilidade política no País só aumentou e a economia piorou. Em novembro, a inflação já havia ultrapassado os 10% e o índice de desemprego estava em 7,9%. O Brasil perdeu em quatro meses o “selo de bom pagador” de duas agências internacionais de classificação de risco.

Em meio a disputas políticas, governo e Câmara dos Deputados vivem uma queda de braços diária. O cenário dificulta a aprovação de leis importantes para colocar a economia nos eixos novamente, o que aumenta a insatisfação da população com o governo.

Enquanto o impeachment é defendido por mais de 65% dos brasileiros — pesquisa Datafolha divulgada em 29/11 —, 56% deles dizem acreditar que a presidente não será afastada pelo Congresso. Como forma de pressão, os grupos anti-Dilma já prometem um novo protesto para março de 2016. 

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