Em cerimônia do Plano Real no Senado, Aécio celebra FHC e ataca PT
Pré-candidato ao Planalto lembrou que petistas classificavam plano de “estelionato eleitoral“
Brasil|Do R7

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um duro discurso contra o PT durante cerimônia de comemoração dos 20 anos do Plano Real, celebrada no plenário do Senado nesta terça-feira (25). O pré-candidato tucano à Presidência disse que o plano foi posto em prática “contra pescadores de águas curvas”, que classificavam o programa de “estelionato eleitoral“, e aproveitou para celebrar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, presente à cerimônia.
Destacando a “raivosa e violenta oposição do partido dos trabalhadores” durante a implantação do Plano Real, Aécio disse que nenhuma outra reforma foi mais transformadora, lembrando que, em abril de 1990, a inflação atingiu o nível recorde de 6.821%. Segundo ele, o Brasil vivia, à época, caos econômico e grave crise política, que foram solucionados com a chegada do Real.
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Na cerimônia, que contou com parte da equipe econômica responsável pelo plano, o tucano ressaltou que, antes do Real, seis diferentes planos foram levados a cabo para estabilizar a economia desde a década de 1980. Aécio lembrou que “o mineiro Itamar Franco”, então presidente, convocou FHC, que era ministro das Relações Exteriores, para assumir o Ministério da Fazenda e liderar os esforços pelo Real.
Segundo o senador, Itamar “alçou [ao posto] um brasileiro, na inteireza que possa significar”, um “gigante”, “portador de incomparável competência”.
— Fernando Henrique foi o líder capaz de reunir inteligências, de fazer o País convergir para a trincheira da principal batalha a ser travada: a hiperinflação.
Críticas
Aécio aproveitou a celebração do Real para criticar a atual política econômica do governo. O senador destacou que a economia brasileira só se saiu melhor do que a Venezuela em 2013.
— O mesmo deve ocorrer em 2014. A verdade é que os 12 anos de governo do PT levaram o Brasil a estar hoje mais uma vez em ambiente de desesperança e descrença do futuro.
Em clima de campanha, o senador criticou ainda a “equivocada diplomacia ideológica petista”, que estaria levando a a comunidade internacional a “nos ver com cada vez maior desconfiança”.
— De tijolo sólido, viramos hoje frágil economia. Quem suceder [o governo do PT] governará em anos difíceis. Mas esse futuro melhor virar. É chegada a hora de reconstruirmos um ambiente econômico saudável, com fundamentos sólidos.














