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Em encontro, petistas defendem que Câmara decida sobre perda de mandatos

Diretório nacional se reúne em Brasília nesta sexta e sábado

Brasil|Do R7

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Integrantes do Diretório Nacional do PT disseram nesta sexta-feira (7) que cabe à Câmara dos Deputados a palavra final sobre a perda de mandato dos deputados federais condenados no processo do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) é um dos três parlamentares considerados culpados.

O partido realiza nesta sexta-feira e no sábado (8), em Brasília, encontro do seu diretório nacional, que conta com a presença do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, também um dos condenados no processo do mensalão.


A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) afirmou que os deputados querem ter "a última palavra".

— Não fazemos questionamento em relação ao que o Supremo tem decidido. Assim como queremos ter a última palavra. Estamos falando de quem é eleito para julgar. Quem julga mandatos somos nós. Ao Congresso cabe cassar os mandatos e não ao Supremo.


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Com relação a José Dirceu, Benedita disse que não é o caso de ele ser expulso do partido.


— O fato de Dirceu estar sendo condenado não significa que o PT esteja condenando Dirceu.

O deputado André Vargas (PT-PR), secretário nacional de Comunicação do partido, reiterou as palavras de benedita quando chegou para o encontro.


— Achamos que é o Congresso que tem de decidir e não o Supremo.

Vargas disse que houve exageros e que todos no partido estão tristes com o julgamento do mensalão. Ele avaliou que o ano de 2012 foi difícil, mas, diz, que o partido saiu vitorioso e se superou. Na opinião do dirigente partidário, o PSDB está antecipando a sucessão presidencial de 2014.

No encontro, previsto para se encerrar neste sábado (8), o PT deve divulgar uma nota de apoio às medidas de incentivo à economia, adotadas pelo governo da presidente Dilma Rousseff, e responsabilizar o PSDB por não alcançar a redução anunciada de 20% nas contas de luz.

A presidente prometeu usar recursos do Tesouro Nacional para cumprir a meta de redução, uma vez que as companhias elétricas de Minas Gerais, São Paulo e do Paraná, estados governados pelos tucanos, não quiseram renovar os contratos de concessão de energia elétrica.

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