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Em entrevista, presidente da Câmara defende parlamentarismo no Brasil

Eduardo Cunha disse que isso significaria “uma grande evolução” para o País

Brasil|Do R7

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Eduardo Cunha também falou sobre a economia no País
Eduardo Cunha também falou sobre a economia no País

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que “temos que discutir o parlamentarismo no Brasil” em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo publicada nesta segunda-feira (29). Segundo ele, isso significaria “uma grande evolução” para o País.

Cunha afirma que um parlamentarismo não seria indicado para este momento, durante o governo da presidente Dilma Rousseff, pois isso seria “um golpe branco”, mas ele afirma que poderia ser interessante “no mandato do sucessor”.


— Se a gente não evoluir para o sistema parlamentarista no Brasil, vamos ficar sujeitos a crises.

O presidente da Câmara disse que, “apesar de derrotas pontuais, o governo conseguiu passar uma impressão de recuperação da estabilidade”. Porém, ele afirma que isso “não é suficiente para reverter nada”.


Cunha também comentou sobre o PT. Ele disse que o governo continua “com a política de hegemonia” e que “o governo prometeu e não cumpriu” quando o assunto é a relação com os partidos aliados.

O peemedebista disse que “a economia vai chegar ao fim do ano muito mal” e que, quando isso acontecer, a política também será afetada. Neste momento, então, o governo vai precisar “ter uma base mais sólida”.


Lava Jato

Cunha comentou sobre as prisões da Operação Lava Jato e falou sobre o modo como Joaquim Barbosa conduziu todo o processo do mensalão.


— Ele [Barbosa] respeitou o princípio constitucional da presunção da inocência, o que me parece que não está sendo respeitado hoje [na Lava Jato].

Ele também afirma que não se sente atingido pela investigação que está sendo feita a seu respeito. Cunha garante que não perdeu a capacidade de legislar e que não vai comentar sua participação neste processo.

Candidatura

Quando questionado sobre uma possível candidatura em 2018, Cunha se esquivou do assunto e disse que para cada dia existe “sua agonia”.

— Não vivo em política o dia de amanhã, vivo o dia de hoje. Qualquer um que queira colocar como projeto de vida candidatura futura vai ser refém do projeto.

Cunha diz que não pretende transformar sua vida e nem ficar “refém” de nada.

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