Em meio a denúncias de corrupção, Eduardo Cunha é homenageado pelo PMDB
Minutos antes da homenagem, Cunha foi hostilizado por manifestantes na Câmara
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

Mesmo com o nome envolto em denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teve uma tarde de homenagem na liderança do PMDB. Cunha participou nesta quarta-feira (21) de cerimônia de aposição da sua fotografia na galeria de ex-líderes do partido na Câmara.
Ele comandou a sigla entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2015, quando foi eleito presidente da Câmara.
Cerca de 50 parlamentares compareceram ao evento, inclusive o atual líder da legenda deputado Leonardo Picicani (PMDB-RJ). Minutos antes da homenagem, Cunha foi hostilizado por manifestantes no Salão Verde da Câmara, onde cedia entrevista coletiva a jornalistas. Em alguns momentos ele foi interrompido sob gritos de “fora Cunha” e “vai para a Suíça”.
Os manifestantes estavam em um ato comandado pelo líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ). Ao lado dos deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Erika kokay e Luiza Erundina (PSB-SP), ele levou uma faixa demoninada “Pequena Galeria da Dignidade Pública”, com fotos de brasileiros como Zilda Arns, Betinho e Chico Mendes.
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Integrantes do Movimento Brasil Livre que vieram a Brasília para acompanhar a entrega do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff saíram em defesa de Cunha e uma confusão se formou no local.
O presidente da Casa disse que essas manifestações são "normais" e fazem parte da política.
— É uma Casa democrática. Cada um tem o direito de se manifestar como quiser.
Em agosto, a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou pedido de abertura de inquérito contra Cunha no STF (Supremo Tribunal Federal) por lavagem de dinheiro e corrupção passiva por suposto envolvimento nos crimes investigados pela Operação Lava Jato.
Cunha é alvo de protestos durante coletiva no Salão Verde
Nas próximas semanas o presidente também terá que se defender do pedido de cassação apresentado pelo Psol e pela Rede Sustentabilidade ao Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar.
Os partidos argumentam que Cunha mentiu durante depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras ao afirmar que não mantinha contas bancárias no exterior. No entanto, a PGR confirmou a existência de ativos na Suíça em nome do deputado e de familiares dele.















