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Em nota, José Dirceu nega envolvimento em escândalo de corrupção

Em site, ex-ministro diz que 'história se repete'

Brasil|Do R7

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O ex-ministro José Dirceu negou por meio de nota oficial, nesta quarta-feira (28), qualquer envolvimento com o esquema de corrupção investigado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, deflagrada nesta semana.

O ex-chefe da Casa Civil afirmou, em texto publicado em seu site, que "agora, a história se repete". E completa:


— Gratuitamente. Irresponsavelmente, como das outras vezes. As investigações ainda estão em curso e meu nome já é escandalosamente noticiado como relacionado ao caso.

A operação envolveu 180 agentes em quatro cidades paulistas, entre elas a capital, além de Brasília. Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 18 pessoas foram indiciadas.


Segundo a Polícia Federal, o grupo denunciado cooptaria funcionários de segundo e terceiro escalões de órgãos governamentais, inclusive ministérios, para obter pareceres fraudulentos.

O suposto envolvimento de Dirceu surgiu a partir de denúncia do ex-auditor do TCU (Tribunal de Contas da União) Cyonil da Cunha Borges, de que Paulo Rodrigues Vieira, ex-diretor da ANA (Agência Nacional de Águas), citava o ex-ministro ao oferecer propina, segundo informações dos sites dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo.


Segundo Cyonil afirmou em depoimento Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, em julho do ano passado, em encontro envolvidos na fraude, Vieira chegou a fazer uma proposta afirmando "que José Dirceu tinha interesse no andamento do processo".

— Envolvem meu nome no noticiário com o maior estardalhaço, mas encerrados a 'temporada' e o sucesso midiático do escândalo, silenciam quanto ao fato de nada ter se provado contra mim - pelo contrário, as investigações terem concluído que eu não tive o menor envolvimento com o caso em pauta.


A operação Porto Seguro teve como fim acabar com uma organização na qual supostamente estão envolvidos vários funcionários públicos e que teria ramificações no Ministério da Educação e em sete órgãos estatais e que se dedicaria a elaborar relatórios técnicos fraudulentos para favorecer determinadas empresas privadas em contratos públicos.

Entre os 18 acusados de crimes como corrupção, falsificação de documentos e tráfico de influência, está a chefe do Gabinete da Presidência em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, assim como diretores da ANA e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

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