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Em primeiro pronunciamento, Temer empossará ministros e garantirá programas sociais e Lava Jato

Fala do presidente interino estava marcada para 15h, mas foi adiada para 17h 

Brasil|Gustavo Heidrich, do R7 em Brasília

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Temer assina e se torna presidente interino
Temer assina e se torna presidente interino

Após o afastamento de Dilma Rousseff por 180 dias ratificado pelo Senado na manhã desta quinta-feira (12) por 55 votos contra 22, o vice-presidente Michel Temer falará pela primeira vez na condição de presidente interino do Brasil. Ele já está deixando o Jaburu a caminho do Planalto onde, às 17h, fará o anúncio dos novos ministros, incluindo a extinção de algumas pastas e a fusão de outras (veja abaixo) e também comentará sobre medidas econômicas, programas sociais e a Operação Lava Jato. 

Temer garantirá a manutenção dos principais programas sociais do governo Dilma como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Prouni e Pronatec, mas falará em "ajustes" para torná-los mais eficientes. Tocará também na questão da reforma tributária e da previdência social enfatizando que serão necessárias "medidas duras" para combater a crise. O presidente interino também elogiará a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público na Operação Lava Jato e garantirá o apoio a sua continuidade. 


Presidente oficial

Temer se tornou oficialmente presidente interino por volta das 11h quando foi notificado pelo 1º secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO), e assinou o mandato enviado pelo presidente do Senado Renan Calheiros na residência oficial da Vice-Presidência, o Palácio do Jaburu.


O comunicado informa a instauração do processo de impedimento por crime de responsabilidade da presidente Dilma Rousseff e diz que, em função disso, o vice deve assumir imediata e interinamente a Presidência da República nos termos do artigo 79 da Constituição. 

Segundo informa o documento, Dilma deverá ficar afastada de suas funções até a conclusão do julgamento do mérito do processo de impeachment pelo Senado, dentro de um prazo máximo de 180 dias como determina a Constituição.


No período de afastamento, Dilma manterá as prerrogativas do cargo relativas ao uso da residência oficial, segurança pessoal, assistência à saúde, transporte aéreo e terrestre, salário integral e equipe a serviço no gabinete pessoal.

Veja os ministros de Temer:


- Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

- Raul Jungmann, ministro da Defesa

- Romero Jucá, ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão

- Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo

- Marcos Pereira,ministro da Indústria e Comércio

- Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional

- Bruno Araújo, ministro das Cidades

- Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

- Henrique Meirelles, ministro da Fazenda

- Mendonça Filho, ministro da Educação e Cultura

- Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil

- Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário

- Leonardo Picciani, ministro do Esporte

- Ricardo Barros, ministro da Saúde

- José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente

- Henrique Alves, ministro do Turismo

- José Serra, ministro das Relações Exteriores

- Ronaldo Nogueira de Oliveira, ministro do Trabalho

- Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e Cidadania

- Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil

- Fabiano Augusto Martins Silveira, ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)

- Fábio Osório Medina, AGU

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