Em rádio, Dilma destaca investimento em mobilidade
"Já destinamos R$ 140 bilhões ao setor em todo o País", disse a presidente
Brasil|Do R7

A presidente Dilma Rousseff destacou, em entrevista a rádios de Minas Gerais concedida nesta segunda-feira (20), o investimento do governo na área de mobilidade urbana.
— Já destinamos R$ 140 bilhões ao setor em todo o País, principalmente para diversificar a malha de transportes. Consideramos a mobilidade coletiva algo fundamental.
Dilma explicou que a liberação de recursos para a área de mobilidade urbana tradicionalmente ficava a cargo dos governos estaduais, mas sua administração julgou que era "impossível" que a União não participasse do processo.
— Hoje, acontece uma importante parceria entre os diferentes níveis de governo.
Segundo a presidente, só para o Estado de Minas Gerais há uma carteira de recursos federais de R$ 6 bilhões para mobilidade urbana.
— Nós colocamos R$ 6 bilhões, o Estado e os municípios colocam mais R$ 2 bilhões, e assim fazemos um investimento maior.
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Segurança pública
A presidente também declarou que seu governo e o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca deixaram a questão de segurança pública apenas nas mãos dos Estados. Segundo a presidente, o governo está investindo R$ 1,1 bilhão no sistema penitenciário nacional. A expectativa é que sejam criadas 47 mil novas vagas no sistema prisional, mais de 5 mil delas em Minas Gerais.
Dilma aproveitou para alfinetar "outros governos" que, segundo ela, colocaram o problema da violência como sendo apenas dos Estados.
— Nós nunca nos omitimos, pelo contrário.
Questionada sobre se o governo federal não poderia ajudar os Estados a enfrentar o problema da violência, Dilma falou em trabalho de cooperação, discorreu sobre as ações de seu governo nos últimos anos e disse que colocou à disposição dos Estados recursos do Orçamento Geral da União para a construção de presídios.
A presidente ressaltou ainda o trabalho da Força Nacional de Segurança Pública e o papel dos presídios federais de segurança máxima. Segundo ela, desde a criação destes locais destinados a abrigar presos de maior periculosidade, é "visível a redução no número de rebeliões".
Sobre a Força Nacional, Dilma ponderou que ela só pode ser utilizada em caso de solicitação do governo estadual, como foi o caso do Maranhão, onde homens trabalham no presídio de Pedrinhas. Dilma dividiu as responsabilidades entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no caso da segurança pública e disse que é preciso mobilização por uma legislação que não seja leniente com a violência.
A presidente Dilma falou ainda a respeito das manifestações de junho do ano passado. Segundo ela, o erro na ocasião foi que em alguns momentos as questões políticas foram tratadas como "se fossem questões de polícia".
— E não é, as manifestações políticas são legítimas.
Dilma citou ainda os protestos com integrantes de rosto coberto. "Aqueles que escondiam a cara e promoviam a violência pela violência, isso tem que ser reprimido e impedido de acontecer", disse. Segundo ela, o Brasil é um País "que reivindica, que fala e é escutado". Ela reforçou ainda que os protestos devem acontecer "desde que de forma pacífica, com respeito ao patrimônio público e privado".
Fundamentos econômicos
Sobre o trabalho de manutenção dos fundamentos econômicos sólidos, Dilma afirmou que não se dá apenas em ano de eleição, mas durante todo o seu mandato.
— Desde 2001 estamos aí lutando e batalhando diariamente para, primeiro, manter os fundamentos econômicos sólidos e, segundo, para garantir investimento e políticas sociais.
Ressaltando que seu governo "não faz isso em ano eleitoral, faz isso todo ano", ela disse que quem a suceder no Planalto "seja eu ou seja outro, vai inexoravelmente lidar com essa questão".
— Tenho um compromisso permanente com a manutenção dos fundamentos econômicos sólidos.
Dilma comentou ainda que, ao longo dos últimos anos, sempre houve um "esforço enorme para manter a inflação o mais baixo possível". Ela lembrou que, em 2013, o IPCA ficou em 5,91%, "um pouco acima" do valor registrado em 2012, de 5,84%. "Isso está no intervalo da meta. O centro da meta é 4,5%, mas tem uma variação para cima e para baixo", explicou a presidente na rádio.
— Estamos fazendo um esforço grande para fazer a inflação convergir para o centro da meta. Quanto mais o Brasil conseguir se aproximar do centro da meta, mais estável ele fica.
Ela disse ainda que pelo décimo ano consecutivo o País ficou dentro dos intervalos da meta de inflação.
— Tenho certeza de que no ano que vem vamos manter esse esforço e nos empenhar cada vez mais para reduzir a inflação como temos feito nos últimos anos.
PAC
Sobre o PAC, Dilma Rousseff afirmou que não há possibilidade de do programa ser interrompido — e nem acelerado — em razão das eleições deste ano.
— O PAC independe de eleição.
Ela lembrou que o Programa de Aceleração de Crescimento nasceu em 2007 e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a chama de "mãe do PAC".
— Eu tenho muito orgulho, porque é o primeiro grande programa de investimento no Brasil.
Dilma ressaltou que os recursos do PAC não são contingenciáveis e "acontecem chova ou faça sol".
— Além do TCU (Tribunal de Contas da União) e da CGU (Controladoria Geral da União) controlarem os recursos do PAC, por definição legal, nós formamos um grupo de acompanhamento do PAC. Fazemos a chamada gestão do risco da obra.
Dilma afirmou que "não tem a menor possibilidade" de interrupção do PAC por razões que não sejam técnicas.
— A legislação cercou o PAC de vários mecanismos de segurança para impedir que ele seja interrompido por razões extra-técnicas. Não pode estar interrompido porque é eleição. E também não vai ser acelerado. Só acelera se estiver todos os projetos em andamento, as licitações feitas. Se a obra está sendo bem executada. Por razões políticas, não tem razão do orçamento de investimento do governo federal sofrer qualquer interrupção.















