Em visita ao Congresso Nacional, Dilma defende "tolerância zero" à violência contra a mulher
Presidente exaltou ainda os 7 anos da Lei Maria da Penha, que ajudou a combater a impunidade
Brasil|Do R7

A presidente Dilma Rousseff esteve no Congresso Nacional nesta terça-feira (27) e recebeu o relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inaquérito) da Violência Contra a Mulher. Durante o discurso Dilma pregou "tolerância zero" contra a mulher e exaltou a "trajetória de luta" proporcionada pelos 7 anos da Lei Maria da Penha.
— Essa é uma luta que une famílias e gerações e [a violência contra a mulher] deve morrer na sociedade. Tolerância zero na violência contra a mulher é o compromisso básico de qualquer sociedade [...]. Gostaria de fazer um agradecimento pela qualidade do relatório e pelas atitudes que assisto aqui. [Esse relatório traz] um diagnóstico e propostas para os próximos passos que devemos dar para que mulheres vitimas de violência tenham o apoio do Estado que merecem.
Dilma aproveitou a ocasião para exaltar as conquistas após a Lei Maria da Penha. De acordo com a presidente, desde que o telefone para denúncia de violência contra mulher foi criado, há 7 anos, 3,3 milhões de atendimentos foram feitos, incluindo mulheres que vivem no exterior.
— A lei é um marco na trajetória de luta contra a violência contra a mulher. [...] É fruto de uma luta levada a cabo no cotidiano do país. [A Lei Maria da Penha permite] que crimes contra a mulher sejam tratados como crimes e não sob a vergonhosa alcunha de crime do amor.
Dilma anunciou ainda a construção da Casa da Mulher, um posto de atendimento especializado, em cada uma das 27 unidades da federação.
— Queremos inaugurar algumas dessas casas em 8 de março [Dia Internacional da Mulher] do ano que vem. Queremos implantar de fato essa articulação para dar um salto no combate à violência contra a mulher. [...] A condição para que nós tenhamos eficácia no combate à violência é não ter impunidade. [...] Sem impunidade, diminui a violência. Esse é um objetivo central da Casa da Mulher. Queremos que essas casas façam o acolhimento da mulher.















