Entenda o que é a rachadinha, crime por que Fabricio Queiroz é suspeito

Prática parecida com os funcionários-fantasma consiste em servidores públicos que repassam parte do salário para um político ou assessor

Queiroz ao lado do agora senador Flavio Bolsonaro

Queiroz ao lado do agora senador Flavio Bolsonaro

Reprodução/Instagram

A rachadinha, suspeita pela qual Fabrircio Queiroz, ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro, foi preso na manhã desta quinta-feira (18) é um crime relativamente novo para a população brasileira, embora especialistas e investigadores já o conheça há anos.

O crime consiste no repasse, por parte de servidores públicos ou um funcionário terceirizado de governos federal, estadual ou municipal, de parte do salário ou da remuneração para políticos e assessores parlamentares.  

Essa prática está ligada a alguém que procura emprego desesperadamente e se sujeita a repassar parte dos vencimentos a quem o contrata, no caso um agente público ou um assessor.

A rachadinha se aproxima de outro crime, a contratação de funcionários-fantasma. Neste caso, um determinado político escolhe e nomeia um colaborador, que não trabalha efetivamente e só repassa os vencimentos ao político. No caso da rachadinha, porém, o contratado realiza atividades do cargo.

A prisão de Queiroz ocorre depois de uma investigação que se concentrou em Flavio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro e senador da República.

Na época, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, hoje UIF, ou Unidade de Inteligência Financeira), órgão que atua na prevenção e combate à lavagem de dinheiro, encontrou transações suspeitas feitas por Queiroz quando assessorou Flávio quando era deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).