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Estúdio News deste sábado (14) fala sobre a despoluição do rio Tietê

Para especialistas, este precisa ser um projeto sem data para acabar, a exemplo do que ocorre no rio Tâmisa, em Londres

Brasil|Do R7

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Káritas Ribas e Cesar Pegoraro participam do Estúdio News deste sábado
Káritas Ribas e Cesar Pegoraro participam do Estúdio News deste sábado Divulgação

O processo de despoluição do Tietê, maior rio paulista, teve início em 1992. Já são 30 anos em que os resultados sobem e descem.

Segundo Cesar Pegoraro, educador socioambiental na SOS Mata Atlântica, essa oscilação é natural. O aumento de chuvas, maior regime de água e poder de diluição do rio, podem ser traduzidos como uma melhora da qualidade, porém, dados da fundação apontam que, entre setembro de 2021 e agosto de 2022, houve uma piora.

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A educação ambiental e o cuidado na gestão dos resíduos são fatores fundamentais para que o processo de despoluição continue a trazer resultados, ressalta Káritas Ribas, especialista em ESG e diretora da Appana Inteligência. “Muita gente não tem a menor ideia do que acontece quando lava a louça, dá descarga, toma banho, sabe só que aquela água chega na sua casa, e a água suja vai embora, não sabe nada sobre o ciclo. Acho que tem a ver com alguns processos, inclusive o de educação.”

Pegoraro compara a recuperação do rio a um processo de cicatrização. “O que vemos nos rios hoje em dia é uma ferida que a sociedade criou, que a urbanização, a falta de planejamento de políticas públicas criou no ambiente. Sua cicatrização, obviamente, levará um tempo maior. Para poluir um rio é muito rápido, para recuperá-lo precisamos ter paciência, persistência, continuidade de políticas, continuidade de educação cidadã para que, de fato, isso reverta em algo perceptível na qualidade do rio.”

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Um projeto sem fim

Há mais de 100 anos o rio Tâmisa, em Londres, passa pelo processo de despoluição, um exemplo de como o projeto do nosso rio Tietê não pode ter fim, conforme explica o porta-voz da SOS Mata Atlântica.

“Enquanto a cidade existir, enquanto essa relação com o rio existir, esse trabalho de despoluição, de contenção do esgoto, de educação da população e para as empresas precisa acontecer, é um processo constante. Quando olhamos, por exemplo, para o rio Tâmisa, eles já trabalham nessa disposição, não parou de ter esse processo, acho que é com essa perspectiva que temos que trabalhar", destaca o educador.

“Não existe uma coisa que resolva, nem duas, são muitas coisas que vão resolver, que vão atenuar, e vamos o tempo inteiro precisar de ações preventivas, paliativas e diretas. Seria muito bom que tivéssemos uma solução, está na mão do poder público a normatização, a regulação, a fiscalização, também a redução das desigualdades, esse olhar para o social que não está separado das questões ambientais”, conclui Káritas.

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