Ex-candidata do PSOL propõe novas eleições em 2016
No entanto, Luciana Genro classifica o impeachment comandado por Cunha de "golpista"
Brasil|Do R7

A ex-candidata a Presidência da República pelo PSOL nas eleições de 2014, Luciana Genro, escreveu um texto na noite da última quarta-feira (9), chamando o impeachment comandado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de "golpista" e fez um apelo para que Dilma Rousseff transforme as eleições municipais do ano que vem em eleições gerais para todos os cargos do Legislativo e do Executivo nacional.
A posição inesperada da ex-candidata á Presidência fez com que seu nome fosse parar nos assuntos mais comentados do Twitter na tarde desta quinta-feira (10).
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Genro criticou a política econômica de Dilma e disse que não espera que o "caminho escolhido pelo PT há vários anos vá agora mudar."
"Não alimento ilusões de que este governo possa deixar de atacar os interesses do povo através de uma política econômica de ajuste fiscal e de medidas que fragilizam direitos sociais", diz o texto.
Outro alvo da publicação da ex-candidata do PSOL foi o presidente da Câmara. No texto, Luciana Genro chama Cunha de "representante máximo da máfia no Congresso".
"Este processo de impeachment, conduzido por Eduardo Cunha, não tem legitimidade alguma, pois vem sendo conduzido com métodos golpistas e através de manobras fraudulentas. Um presidente da Câmara sobre quem pairam acusações gravíssimas não tem autoridade política ou moral para conduzir um processo de destituição de um governo eleito."
A proposta de Luciana Genro é que o mandato de Cunha seja cassado e que Dilma Roussef convoque novas eleições para os cargos do Legislativo e Executivo Federal para 2016 "sem financiamento privado e com direitos iguais para todos os candidatos".
"A proposta que apresento neste momento crucial para os rumos do país é que a derrota do impeachment seja acompanhada pelo governo Dilma assumindo a responsabilidade de propor que as eleições municipais de 2016 se transformem em eleições gerais para renovar todos os parlamentos e o Poder Executivo. Eleições sem financiamento privado, conforme decidido pelo STF, e com direitos iguais para todos os candidatos."
Luciana Genro obteve 1,6 milhões de votos e ficou em 4º lugar atrás de Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff.















