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Ex-ministra do TSE cobra paridade entre homens e mulheres em eleições

Luciana Lóssio é a favor de adoção da lista fechada para eleições de 2018

Brasil|Do R7

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Ex-ministra afirma que países como Argentina e México adotaram a lista fechada e isso fez com que aumentasse a participação feminina no Parlamento
Ex-ministra afirma que países como Argentina e México adotaram a lista fechada e isso fez com que aumentasse a participação feminina no Parlamento

A ex-ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luciana Lóssio propôs uma alteração na proposta de paridade e a alternância proporcional entre homens e mulheres prevista no relatório parcial do deputado Vicente Cândido (PT-SP) na comissão especial da reforma política na Câmara. Ao participar de audiência pública na comissão nesta quarta-feira (10), Luciana comentou a proposta de lista fechada com alternância de gênero a cada três candidatos e afirmou que é preciso maior igualdade.

— Vejo com muita simpatia a lista fechada, agora é importante aqui fazermos uma adequação no que toca a alternância de gênero. Em muitos países, como a Argentina e o México, foi a lista fechada que permitiu o incremento da participação feminina no Parlamento.


A ex-ministra comentou que, ao seguir este "roteiro", aumentam as chances de existir uma paridade entre homens e mulheres. 

— Este é o começo. Você começa com três por um. A cada três candidatos, pelo menos um tem que ser mulher. No passo seguinte, (outros países) caminharam para paridade e alternabilidade, para trazer um homem e uma mulher, um homem e uma mulher. Este é um dado, não dá pra fechar os olhos. 


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A ex-ministra disse que também deve ser discutida, na proposta atual, situações que dificultariam a tese de "três por um".


— Muitos partidos vão trazer apenas dois candidatos. E aí, como vai ser feita a regra da participação feminina, se a mulher vai ser a terceira?

A ex-ministra também explicou que é a favor da lista fechada para as eleições de 2018, afirmando que ela "é aplicada pela grande maioria dos países que optaram pela eleição proporcional" e que seria "um passo importante para fortalecimento dos partidos políticos".


Luciana Lóssio, no entanto, é a favor da adoção posterior do voto distrital misto.

— Acho que a lista fechada é razoável como um passo para se chegar futuramente ao voto distrital misto, que eu considero o mais adequado.

Ela defende também a cláusula de barreira, ou de "desempenho", como preferiu chamar.

O relatório parcial de Vicente Cândido propõe a adoção de listas fechadas de candidatos a vereador e a deputado nas eleições de 2018 até 2022, e, a partir de 2026, um sistema misto, com metade dos candidatos definida por lista preordenada e metade, pelo voto distrital.

— Enalteço esta proposta trazida pela comissão no relatório parcial. 

Para Luciana Lossio, uma transição é necessária porque, em relação ao voto distrital, "é praticamente impossível implementar uma mudança tão drástica para eleições que acontecerão em um ano".

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