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"Fico consternado com crimes de corrupção enquanto País passa por grave crise econômica", diz Janot

Ao O Estado de S.Paulo, procurador-geral da República diz que Lava Jato tem muitos inimigos

Brasil|Do R7

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Rodrigo Janot (foto) será substituído na Procuradoria-geral da República em setembro. Raquel Dodge deverá ocupar a função
Rodrigo Janot (foto) será substituído na Procuradoria-geral da República em setembro. Raquel Dodge deverá ocupar a função

Prestes a ser substituído, provavelmente, por Raquel Dodge em setembro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo deste sábado (8) que a Operação Lava Jato possui vários inimigos e disse que "fica consternado por ter que se deparar com crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em curso [...] enquanto Brasil passa por uma grave crise econômica".

— Fico consternado em ver que, após 3 anos e meio de investigações que já culminaram em mais de 157 condenações, ainda tenhamos que deparar com crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em curso, praticados pelos mais altos dignatários da República, enquanto o Brasil passa por uma grave crise econômica, com índice recorde de desemprego e inadimplência, por exemplo.


Janot identificou os "inimigos" da Lava Jato e disse que "aqueles que querem frear a Lava Jato são os mesmos que integram os esquemas desvelados na Operação. Essas pessoas são inimigas do Brasil".

— É preciso pensar que a Lava Jato está jogando luz sobre um esquema, que funciona há várias décadas, envolvendo setores públicos e privados na compra de apoio político em troca de favores. Os acusados criaram um sistema político-econômico baseado no compadrio, no pagamento de propina e no desvio de dinheiro de obras públicas essenciais para o país. Dinheiro da educação, da saúde, da segurança pública e de infraestrutura foi usado para satisfazer interesses espúrios de empresários e políticos em busca de benefícios pessoais e poder.

O procurador-geral disse ainda que "o fim da corrupção é uma meta inalcançável". Porém, afirmou que "é possível acabar com a corrupção endêmica, e essa é uma tarefa de todos. Não podemos tratar com naturalidade a troca de favores na política e nos negócios".

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