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Fim do foro privilegiado para deputado e senador causa polêmica na CCJ

Deputados divergiram sobre PEC que autoriza juízes de 1ª instância a processar parlamentar 

Brasil|Da Agência Câmara

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A discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do deputado Anselmo (PT-RO), que acaba com o foro privilegiado para deputados e senadores, causou polêmica nesta manhã na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), que analisa a admissibilidade da proposta.

Atualmente, os parlamentares só podem ser processados no STF (Supremo Tribunal Federal). A PEC possibilita aos juízes de primeira instância processar parlamentar em ação criminal, como qualquer outro cidadão.

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O parecer do deputado Efraim Filho (DEM-PB) foi pela admissibilidade da proposta e de outras apensadas que têm o mesmo objetivo.

— O mérito da proposta é discutível e deve ser analisado pela comissão especial, mas ela não fere nenhuma das cláusulas invioláveis do texto constitucional.

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Ele lembra, porém, que a PEC 130/07, que tinha o mesmo objetivo, já foi rejeitada pela Câmara.

O deputado Jutahy Junior (PSDB-BA) apresentou voto em separado, pela inadimissibilidade da proposta.

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— O fim da prerrogativa de foro aumentaria ainda mais a impunidade que se pretende reduzir, pois, se o processo passar a ter início na primeira instância, estará sujeito a inúmeros recursos em seu longo percurso até os Tribunais Superiores.

Ele afirmou ainda que, com o fim do foro privilegiado, poderia haver perseguição política a parlamentares por parte de juízes de primeira instância.

O deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR) acredita que, como hoje os parlamentares são processados só no Supremo, os criminosos são punidos mais rapidamente.

O deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) pediu vista à proposta e a votação foi adiada.

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