Gabrielli nega relação pessoal com ex-diretores da Petrobras presos na Lava Jato
Em depoimento, ex-presidente afirmou ser impossível saber dos casos de corrupção da estatal
Brasil|Da Agência Câmara

Em depoimento à CPI da Petrobras, o ex-presidente da estatal Sérgio Gabrielli negou relações pessoais com ex-diretores da empresa O ex-presidente da Petrobras voltou a afirmar ao relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), que era impossível a empresa constatar o esquema de propina cobrado privadamente pelos os ex-dirigentes.
—Não tem como, no dia a dia, saber que o cara está roubando.
Gabrielli esclareceu ainda a relação da Petrobras com a empresa Sete Brasil, da qual Pedro Barusco foi diretor. Segundo o ex-presidente da Petrobras, a Sete Brasil foi constituída no contexto de exploração do petróleo da camada pré-sal, com a intenção de garantir a produção nacional de sondas de perfuração.
Segundo ele, uma eventual quebra da Sete Brasil após o escândalo com Barusco terá implicações negativas nos estaleiros brasileiros, no fechamento de postos de trabalho e na obrigação de a Petrobras fretar sondas do exterior presos pela Operação Lava-Jato, como Paulo Roberto Costa (Abastecimento), Renato Duque (Serviços) e Pedro Barusco (ex-gerente-executivo). Com eles, Gabrielli afirmou ter participado apenas de “reuniões estritamente profissionais”.















