Governador da Bahia diz que morte de líder do MST foi encomendada
Rui Costa participou do velório do Márcio Matos e prometeu providências para descobrir os autores do crime
Brasil|R7, com Agência Brasil

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou que o dirigente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) no Estado, Márcio Matos, foi vítima de um "crime de mando".
O corpo de Matos foi enterrado na tarde desta sexta-feira (26), em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia.
Marcinho, como era conhecido, foi assassinado na última quarta-feira (24), em sua própria casa, no assentamento Boa Sorte, em Iramaia, na região da Chapada Diamantina.
Em vídeo gravado durante o velório, pela manhã, o governador Rui Costa prometeu providências para solucionar o caso.
— Determinei imediatamente que viesse o delegado regional e a perícia técnica, e determinei ao secretário de Segurança que montasse um grupo especial de investigação para que possamos chegar aos executores e mandantes, afirmou.
Márcio Matos, que era filho do ex-prefeito de Vitória da Conquista Jadiel Matos, também era filiado ao Partido dos Trabalhadores e ocupava o cargo de secretário de Administração da prefeitura de Itaetê (BA).
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De acordo com informações da Polícia Civil, ele foi atingido por cinco disparos de arma de fogo por dois homens que chegaram em uma moto e usaram capacetes durante a ação, para não serem identificados. O filho de Márcio, de apenas 6 anos, estava presente no momento do crime.
Avaliação do delegado
O delegado regional Fabiano Aurich, que investiga o caso, evitou confirmar a declaração do governador de que se trata de um assassinato por encomenda.
— Estamos investigando todas as possibilidades e qualquer informação sobre o que já foi apurado até agora pode atrapalhar a elucidação do crime, afirmou. O delegado admitiu, no entanto, que os cinco disparos que atingiram Márcio foram concentrados na região do tórax e da cabeça, sem possibilidade de defesa.
Integrantes do MST ouvidos acreditam que o crime possa estar relacionado com a luta pela terra e a atuação política de Márcio na região. Em nota, o movimento afirma que o episódio se “soma a um triste cenário nacional de violência contra os trabalhadores e trabalhadoras do campo”.
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PT
A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, divulgou nota de pesar ontem afirmando que Márcio era um militante “combativo” do partido na Bahia e cobrando o esclarecimento do caso.
— As motivações desta violenta ação contra o companheiro Márcio ainda são desconhecidas, mas o PT espera que haja uma rápida apuração deste crime e que os responsáveis sejam punidos, diz a nota.














