Governadores prometem a Dilma atuar no Congresso para evitar projetos que elevem gastos públicos
Presidente se reuniu com representantes de todos os Estados nesta quinta-feira
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

Após quase quatro horas de reunião a portas fechadas com a presidente Dilma Rousseff, governadores de todos os Estados do País prometeram apoiar o ajuste fiscal do governo mobilizando suas bases no Congresso Nacional contra a chamada "pauta-bomba", pacote de projetos que elevam os gastos públicos a serem votados neste segundo semestre.
Essa foi a primeira reunião da presidente com os chefes dos governos estaduais no seu segundo mandato. Após o encontro o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que os governadores da região sudeste defenderam medidas que preservem os empregos e estimulem a competitividade do mercado.
Alckmin também ressaltou a importância da redução dos gastos do governo para a retomada do crescimento econômico. Ele também informou que os governadores se mostraram favoráveis à sanção da lei que libera os depósitos judiciais aos Estados.
O governador paulista ainda disse que os governadores são favoráveis à reforma do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), desde que seja criado um fundo constitucional para garantir as perdas dos Estados.
— A nossa ressalva é de que ambos os fundos, tanto o de desenvolvimento quanto o de compensação, devem ser fundos constitucionais.
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O governador de Goiás, Marcone Perillo, disse que os governadores do Centro-Oeste vão apoiar a "governabilidade, o Estado Democrático de Direito, a estabilidade política e economica".
O governador do Maranhão, Flávio Dino, ressaltou que os governadores se comprometeram com “estabilidade institucional” e que o grupo foi unanime na decisão de evitar que o Congresso Nacional vote projetos que “aumentem as despesas públicas”.
Os governadores pressionaram a presidente a sancionar o projeto de lei que libera os depósitos judiciais aos Estados.
O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, avaliou que a reunião foi "extremamente rica com várias sugestões e propostas".
— Nós tivemos todos os governadores de Estados, dos mais diversos partidos da base e da oposição, dialogando, buscando uma agenda de cooperaçã, contruir uma agenda positiva para o Brasil e dessa forma encontrar caminhos para superarmos as dificuldades e ao mesmo tempo consolidarmos a democracia brasileira, as instituições.
De acordo com o ministro, os governadores pediram mais incentivos à exportação para que sejam gerados postos de trabalhos. Mercadantes afirmou que a presidente assumiu o compromisso de "acelerar as operações de crédito" e uma contrapartida dos governadores de garatirem o superávit primário mo Estados.
— [O superávit primário] é fundamental para o equilíbrio das contas públicas e para melhorar o crédito.
Ainda segundo o ministro, foi firmado um pacto na tentativa de reduzir o número de homicídios no País e para o melhoramento da administração dos presídios. Ele também afirmou que os entes federativos e o Poder Executivo vão adotar iniciativas que reduzam os acidentes de trânsito.
Mercadante explicou que os acidentes de trânsito geram gastos previdenciários, perda de capacidade de trabalho além dos traumas vividos pelas famílias.
— Nós vamos fazer um grande esforço, o Governo Federal com os governadores, para reduzir os acidentes, não só fatais, mas também às pessoas que ficam com deficiências permanentes.















