Governo estuda estratégias para levar faculdades de medicina para Centro-Oeste
Apesar de ter carência de vagas, região não apresenta estrutura para ofertar cursos
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O governo federal identificou que a região Centro-Oeste do País tem grande carência de vagas em faculdades de medicina, mas, ao mesmo tempo, não apresenta uma rede hospitalar suficiente para oferecer cursos de qualidade. Esse foi o argumento usado pelo MEC (Ministério de Educação), nesta quinta-feira (2) para justificar o fato de apenas um Estado da região ser pré-selecionado para receber nova faculdade de medicina.
Somente a cidade de Itumbiara, em Goiás, entrou na lista de 22 municípios que vão receber curso de medicina ofertado por instituições privadas, por meio do Programa Mais Médicos. De acordo com a secretária de Supervisão da Educação Superior do MEC, Marta Abramo, o governo está estudando estratégias para atender especificamente essa região.
— Nós identificamos que, apesar da necessidade de criarmos novas vagas de medicina na região, a rede não tem estrutura suficiente para ofertar cursos de qualidade. A gente vai ter que pensar e talvez fazer uma coisa direcionada no futuro.
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A região Nordeste foi a maior contemplada no edital. Das 22 cidades que têm condições de receber faculdades de medicina, 15 são nordestinas: duas em Alagoas, quatro na Bahia, cinco no Ceará, três no Maranhão e duas em Pernambuco.
O ministro interino da Educação, Luiz Cláudio Costa, explica que essa grande quantidade de novas vagas criadas no Nordeste é necessária para corrigir distorções. Além disso, segundo ele, a região apresenta estrutura para ofertar graduação de qualidade.
— Precisamos corrigir assimetrias, além disso, levar para cidades que tenham condições para fazer curso com qualidade. Dentro do nosso critério, o Nordeste foi a região que mais apresentou essas condições.
Critérios
Para participar do edital, o município não deve ter nenhum curso de medicina na cidade e estar a mais de 75 quilômetros de locais que tenham a faculdade de ciências médicas. Além disso, é preciso ter mais de 50 mil habitantes e contar com uma estrutura de saúde pública adequada para qualificar a graduação dos estudantes.
O governo também vai observar a quantidade de médicos por habitantes. Os municípios devem ter uma relação menor que 2,7 médicos a cada mil habitantes. No que diz respeito à infraestrutura, a prefeitura deve ser capaz de oferecer cinco leitos por aluno, sendo no mínimo 250 leitos, além de pelo menos três programas de residência médica nas especialidades prioritárias.
As cidades que estiverem interessadas devem confirmar participação no programa entre os dias 13 e 24 de abril. Após esse período, serão realizadas visitas técnicas para verificar se a estrutura dos hospitais atende o mínimo necessário para a realização das atividades práticas do curso de medicina.
Confira as cidades que podem ganhar novos cursos de medicina:
São Miguel dos Campos (AL)
Parintins (AM)
Brumado (BA)
Irecê (BA)
Euclides da Cunha (BA)
Senhor do Bonfim (BA)
Cratéus (CE)
Iguatu (CE)
Itapipoca (CE)
Quixeramobim (CE)
Russas (CE)
Itumbiara (GO)
Chapadinha (MA)
Codó (MA)
Santa Inês (MA)
Bragança (PA)
Breves (PA)
Cametá (PA)
Castanhal (PA)
Araripina (PE)
Arcoverde (PE)
Salgueiro (PE)















