Governo estuda PLD médio para exposição ao curto prazo de energia, dizem fontes
Brasil|Do R7
Por Leonardo Goy
BRASÍLIA, 6 Mar (Reuters) - O governo estuda definir um preço médio da energia de curto prazo para as distribuidoras expostas ao mercado, numa ação que poderia reduzir a necessidade de aportes do Tesouro Nacional para ajudar essas companhias, disseram à Reuters duas fontes, uma do governo e outra do setor privado, nesta quinta-feira.
Com a falta de chuvas e o consequente acionamento das termelétricas diante do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que é calculado semanalmente, disparou para a máxima definida para 2014, de 822,83 reais por megawatt/hora (MWh). O PLD está estacionado aí desde o fim de janeiro.
O PLD, pela forma como é estabelecido hoje, leva em conta o custo da energia mais cara da usina que está em funcionamento, no caso, de origem térmica. Quando uma distribuidora precisa contratar energia no curto prazo para atender à demanda, é obrigada a pagar o PLD.
A proposta que estaria em análise pelo governo consiste em não mais aplicar o PLD "da ponta" para a energia das distribuidoras expostas ao mercado de curto prazo, e sim uma espécie de "PLD médio", disse a fonte do governo, que falou sob condição de anonimato.
"Não é adequado valorar 3 mil megawatts (MW) pelo preço da térmica mais cara", disse a fonte do governo, referindo-se ao volume aproximado de carga a qual as distribuidoras de energia estão expostas. "Isso tudo são possibilidades, não há decisão", destacou a mesma fonte.
Segundo a fonte do setor privado, o PLD médio seria feito levando em consideração apenas as térmicas, e não o custo do sistema brasileiro elétrico todo, que é baseado majoritariamente na fonte hídrica e, portanto, mais barata.
Os estudos envolveriam os ministérios de Minas e Energia e da Fazenda, de acordo com a fonte do governo.















