Grupo criado por Alckmin acha licitações 'vulneráveis'
Comissão tem como membros a OAB, Escola Politécnica da USP e o Transparência Brasil
Brasil|Do R7

O GEA (Grupo Externo de Acompanhamento), criado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para acompanhar as investigações sobre cartel em licitações do sistema de trens e metrô de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (9) haver "sérias vulnerabilidades" nas licitações conduzidas pelo Metrô e pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
A comissão é composta por 12 entidades da sociedade civil, entre elas a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a Escola Politécnica da USP, o Instituto Ethos e o Transparência Brasil.
O GEA também recomendou às duas companhias "o desenvolvimento de métodos mais seguros de determinação de preços de referência" em licitações. Integrantes da comissão criticam o governo por formar o preço de referência com base em respostas de empresas de mercados por eles considerados "oligopolizados". O método, dizem, acarreta uma referência de oferta, do preço que as empresas desejam pagar, e não um preço de mercado.
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O GEA afirma que a CPTM e o Metrô "não buscam informar-se sobre preços efetivamente praticados em mercados estrangeiros para estimar seus preços de referência, permanecendo dependentes daquilo que as próprias empresas participantes das licitações determinam".
A comissão disse que a CPTM não apresentou documentos sobre a formação de preços de referência anteriores a 2008 — o cartel, segundo a Siemens, durou de 1998 a 2008 — , e disse que os executivos da empresa informaram oralmente como se dava o procedimento.
Em nota, a secretaria de Transportes Metropolitanos afirmou que "todas as sugestões são bem-vindas e criteriosamente analisadas dentro do processo de aperfeiçoamento dos procedimentos adotados".















