Impasse sobre financiamento privado de campanha adia fim da reforma política na Câmara para agosto
Presidente da Câmara disse que precisa de mais tempo para analisar questões de ordem
Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

Após impasse sobre financiamento privado de campanha, os líderes partidários decidiram na noite desta quarta-feira (15) concluir a votação dos destaques da reforma política em agosto, na volta do recesso parlamentar.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que precisa de mais tempo para analisar duas questões de ordem contra destaques do PT e do PPS que, na prática, impediriam a possibilidade de empresas fazerem doações a partidos políticos.
— Eu não vou prosseguir com a PEC porque há uma questão de ordem de natureza regimental e constitucional de difícil decisão rápida e eu preciso ter a segurança da decisão.
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O deputado Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que Cunha fez uma “manobra regimental” para tentar impedir a votação. O parlamentar explicou que o partido fez um destaque que tira a palavra “jurídica” do artigo que trata de doações, o que limitaria as doações privadas apenas para pessoas físicas.
— A situação posta hoje aqui na Câmara é que o indicador de votos apontava para a derrota do financiamento empresarial. Percebendo isso o líder do PMDB [Leonardo Picciani] fez uma questão de ordem que é absolutamente extemporânea, porque sempre a votação de emendas constitucionais se dá em dois turnos.
O líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE), defendeu o posicionamento de Cunha e disse que o adiamento não se trata de uma “manobra”.
— A votação de primeiro turno foi de mais de 330 votos e o sentimento do plenário permanece o mesmo. A possibilidade de financiamento aprovada para partidos políticos consagrando a vitória do primeiro turno.
Para ser aprovada, a proposta precisa de no mínimo 308 votos. Além do destaque que trata do financiamento de campanha, ficaram para serem votados em agosto outros dois destaques que tratam da idade mínima para deputados federais e fidelidade partidária.















