Integrantes de movimentos sociais são barrados no Congresso
Segurança alega que manifestantes não estão com trajes adequados para entrar na Câmara
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

Integrantes de movimentos sociais foram barrados, nesta terça-feira (12), quando tentavam entrar no Congresso Nacional para acompanhar as reuniões em torno da polêmica envolvendo o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão dos Direitos Humanos.
Feliciano é acusado de ter dado declarações racistas e homofóbicas nas redes sociais e, por isso, é alvo de protestos. Manifestantes não aceitam que ele seja o presidente da Comissão Direitos Humanos, alegando que a postura do parlamentar não é coerente com a de um defensor das minorias.
Tatiana Lionço é uma das manifestantes que foram impedidas de entra no Salão Verde da Câmara – espaço em frente ao plenário da Casa. Ela conta que conseguiu entrar no Congresso pela manhã. Mas, na volta do almoço, foi barrada.
— Não viemos fazer nem barulho, estamos só tentando acompanhar de perto a situação. Mas, depois de nos identificarem como integrantes de movimentos sociais, impediram nossa entrada. Agora estão dizendo que não estamos em trajes adequados.
Luiz Eduardo Sarmento, que participa do movimento Brasil e Desenvolvimento, conta que a intenção era reunir os manifestantes de todos os movimentos para discutir como seria a mobilização e quais seriam as próximas ações.
— Eu estava acompanhando a reunião de parlamentares de manhã e agora não consigo ter acesso a nenhum espaço da Casa. Fomos identificados como integrantes de movimentos sociais e não consigo mais circular pelo Congresso.
Sem conseguir entrar no Salão Verde, os manifestantes colocaram nariz de palhaço e levantaram faixas com os dizeres “Fora Feliciano”. O protesto foi silencioso, marcado por alguns gritos de protestos, a favor do direito da população de circular pelo Congresso Nacional.
Como foram barrados no corredor, a passagem ficou bloqueada por cerca de 20 minutos. Até parlamentares encontraram dificuldades em circular entre o Senado e a Câmara.
Parlamentares também são contra Feliciano
Os parlamentares que integram a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados decidiram, nesta terça-feira, recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar impedir que o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) atue como presidente do colegiado.
Os deputados ingressaram com um mandado de segurança no Supremo, pedindo que a sessão, realizada na última quinta-feira (7), que elegeu Feliciano presidente da comissão, seja anulada. O documento alega, entre outras coisas, que a reunião foi fechada , sem a possibilidade da população acompanhar.















