Brasil Investigado pelo STF, presidente da Aprosoja protesta em frente à PF

Investigado pelo STF, presidente da Aprosoja protesta em frente à PF

Antônio Galvan foi apoiado por produtores e 'escoltado' por tratores. Ele disse que a investigação é indevida

  • Brasil | Do R7

Antônio Galvan em protesto diante da PF, em Sinop (MT)

Antônio Galvan em protesto diante da PF, em Sinop (MT)

Reprodução/Facebook 23.08.2021

O presidente da Aprosoja Brasil (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), Antônio Galvan, participou de manifestação com tratores e bandeiras do Brasil em frente à sede da PF (Polícia Federal) em Sinop (MT), na segunda-feira (23). 

Os produtores fizeram um ato de apoio a Galvan três dias após ele ser alvo de um mandado de busca e apreensão por parte da PF, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A operação também teve como alvo o cantor Sérgio Reis.

Áudios vazados do artista apontaram que os produtores de soja estavariam financiando atos contra o Supremo. Em nota divulgada na sexta, a Aprosoja Brasil afirmou que "não financia e tampouco incentiva a invasão do STF ou quaisquer atos de violência contra autoridades, pessoas, órgãos públicos ou privados em qualquer cidade do país".

Segundo a PF, Galvan não foi intimado a depor nesta segunda. No local, ele concedeu entrevista afirmando que pretende prestar depoimento em Brasília nesta semana, atendendo uma das determinações do ministro Alexandre de Moraes, que pediu a oitiva dos investigados.

O presidente da Aprosoja criticou a investigação. "Fomos envolvidos numa situação que a gente não deve", disse. "A gente tem que preservar as nossas liberdades e os nossos direitos", afirmou.

A participação de produtores em apoio a Galvan foi exaltada pelo proprietário da Havan, Luciano Hang, em suas redes sociais. Hang, que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro e crítico da atuação do STF, destacou a "escolta" promovida por demais empresários do setor.

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