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Israel quer construir centenas de casas nas colônias da Cisjordânia

Colonização é o principal ponto de bloqueio do processo de paz entre israelenses e palestinos

Brasil|Do R7

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Benjamin Netanyahu ordenou a anulação de um comunicado sobre o processo de paz com os palestinos por considerar que o texto era muito conciliador
Benjamin Netanyahu ordenou a anulação de um comunicado sobre o processo de paz com os palestinos por considerar que o texto era muito conciliador POOL/REUTERS

Israel quer construir centenas de novas casas nas colônias do norte da Cisjordânia, informou a imprensa local.

De acordo com o jornal Jerusalem Post, além da construção de 538 novas casas na colônia de Itamar, na semana passada foi transmitida às autoridades locais uma demanda para legalizar 137 residências.


O jornal Haaretz cita 537 novas casas e a possibilidade de legalizar outras 130.

O Jerusalem Post também informa sobre a possível construção de 550 casas em Brunchin, uma colônia não autorizada pelo governo de Israel mas que foi legalizada retroativamente em abril de 2012.


A colonização é o principal ponto de bloqueio do processo de paz entre Israel e os palestinos. Os palestinos pedem uma moratória como condição para voltar à mesa de negociações, mas Israel rejeita qualquer tipo de condição prévia.

A comunidade internacional considera ilegais todas as colônias nos territórios palestinos ocupados, independente de terem sido autorizadas ou não pelo governo israelense.


Mais de 360 mil colonos israelenses vivem na Cisjordânia e quase 200 mil nas zonas de colonização de Jerusalém Oriental.

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Israel acena com limitação de assentamentos para negociar paz

O anúncio de novas residências nas colônias coincide com os esforços nas últimas semanas do secretário de Estado americano, John Kerry, para reativar o processo de paz.

A ONG israelense contrária à colonização Paz Agora afirmou que sabia que as conversações sobre Itamar aconteciam há algum tempo, mas que está surpresa com a magnitude do projeto em Bruchin, que multiplica por 10 o tamanho da colônia, que tem atualmente por volta de 50 residências permanentes.

A Autoridade Palestina exige como condição prévia para a retomada das negociações de paz o congelamento total da colonização, assim como que o governo israelense aceite as fronteiras de 'fato', anteriores à ocupação pelo Estado de Israel, em 1967, de Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental.

Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, considera que as novas decisões sobre as colônias israelenses na Cisjordânia "provocarão o fracasso dos esforços do governo americano".

— Esta política de construção de colônias não levará à paz, e sim provocará tensão e instabilidade em nossa região e no mundo.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou na quarta-feira (12) a anulação de um comunicado sobre o processo de paz com os palestinos por considerar que o texto era muito conciliador, revelou a imprensa do país.

O comunicado, que seria divulgado durante a visita de Netanyahu à Polônia, afirmava que "as medidas unilaterais adotadas por uma ou outra parte são contraproducentes para obter uma paz duradoura", frase que o governo dos Estados Unidos utiliza quando critica os projetos de colonização de Israel.

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