Itália alerta para ameaça na Líbia; cresce pressão por ação global
Brasil|Do R7
Por James Mackenzie
ROMA (Reuters) - A Itália pediu nesta quarta-feira uma ação internacional urgente para impedir que a Líbia mergulhe no caos, e afirmou estar disposta a ajudar a monitorar um cessar-fogo e treinar as Forças Armadas locais.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve se reunir ainda nesta quarta-feira para discutir a situação na Líbia, onde dois governos rivais, ambos apoiados por ex-rebeldes que derrubaram Muammar Gaddafi em 2011, disputam o poder.
O perigo crescente se tornou aparente no domingo, quando o Estado Islâmico publicou um vídeo mostrando a decapitação de 21 egípcios cristãos coptas em solo líbio.
O ministro das Relações Exteriores italiano, Paolo Gentiloni, disse ao Parlamento que existe o risco de possíveis alianças entre milícias locais e militantes do Estado Islâmico, inspiradas por suas contrapartidas na Síria e no Iraque, desestabilizarem países vizinhos.
“A deterioração da situação no local obriga a comunidade internacional a agir com maior rapidez, antes que seja tarde demais”, declarou ele em um discurso especial sobre a crise.
“Existe um risco claro de alianças entre o Daesh e grupos locais”, disse, usando um nome árabe comum para o Estado Islâmico. “A situação precisa ser monitorada com a máxima atenção”.
A Itália, cujas ilhas do sul ficam a cerca de 300 quilômetros da costa líbia, tem assistido alarmada a Líbia se deteriorar desde que as forças ocidentais ajudaram a depor Gaddafi.
Além de alimentar o sentimento anti-imigrante na Itália, a crise acentua os temores de segurança, especialmente depois das decapitações desta semana e das mensagens do Estado Islâmico ameaçando Roma, lar do papa.















