Itamaraty diz que é praxe avisar governo dos países sobre eventuais escalas técnicas da presidente
Governo tenta justificar reservas feitas em Lisboa antes de confirmar local da parada
Brasil|Do R7, com Cláudia Gonçalves, da TV Record, em Brasília
O Itamarty informou, nesta terça-feira (28), que é praxe do Ministério das Relações Exteriores levantar todas as informações para uma eventual escala técnica da presidente Dima Rousseff durante viagens oficiais.
O Itamaraty afirmou ainda que o consulado-geral do Brasil em Boston (EUA) - local previsto para uma possível parada do avião presidencial - também foi avisado da possibilidade de receber a presidente.
No entanto, o governo não soube responder se, assim como em Portugal, o Ministério de Relações Exteriores também providenciou reservas em hotéis e restaurantes locais.
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O Planalto tenta conter a polêmica gerada pela escala da presidente Dilma em Lisboa, que ficou um noite na capital de Portugal sem compromissos oficiais.
Nesta segunda-feira (27), o Planalto alegou que a parada do avião presidencial em Lisboa após a presidente participar do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, foi necessária para reabastecimento da aeronave.
Por meio de nota, a Presidência afirmou que o avião presidencial é incapaz de fazer um voo direto entre a capital suíça e Havana, em Cuba, próximo destino de Dilma.
No entanto, a passagem da presidente Dilma Rousseff por Portugal já estaria confirmada e teria sido comunicada ao governo local na semana passada. A informação contradiz a primeira explicação do Itamaraty, de que a decisão de parar em Lisboa foi tomada apenas "no dia da partida" da Suíça, no último sábado (25).
Investigação
Nesta terça, o PSDB protocolou representações contra Dilma Rousseff na PGR (Procuradoria-Geral da República) e na Comissão de Ética da Presidência. Os tucanos pedem a investigação da passagem de Dilma e sua comitiva por Lisboa mesmo sem agenda oficial.
A oposição alega que essas escalas "obedecem a um padrão de gastos com hospedagens de luxo a um alto custo" para os cofres públicos e pede o ressarcimento do dinheiro que foi gasto com diárias e alimentação.
A presidente Dilma Rousseff ironizou a polêmica e afirmou que pagou a conta do restaurante que frequentou em Lisboa. Ao ser questionada sobre os gastos, Dilma afirmou com ironia: "Acho isso fantástico".















