JBS distribuiu R$ 400 milhões em doações oficiais disfarçadas de propina, diz delator
Empresário contou que seu grupo empresarial está envolvido em crimes há "10, 15 anos"
Brasil|com R7

O empresário Joesley Batista, da JBS, disse à PGR (Procuradoria-Geral da República) que seu grupo empresarial pagou, "nos últimos anos", R$ 400 milhões em doações oficias disfarças de propina a políticos e servidores públicos, além de R$ 100 milhões de propina paga por fora, num total de R$ 500 milhões. A lista, segundo ele, inclui senadores, deputados e presidentes da República.
O delator contou que o levantamento dos valores foi feito por meio de uma investigação interna em seu grupo empresarial, que ele próprio determinou, antevendo que seria chamado a dar explicações ao MPF (Ministério Público Federal). A JBS é alvo de ao menos cinco operações policiais que avaliam fraudes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e corrupção.
Em vídeo da negociação da sua delação, ele explica a procuradores:
— Fizemos doação oficial de uns R$ 400 milhões, mais uns R$ 100 milhões em notas fiscais frias ou dinheiro. Dos 500 no total, 400 foram contrapartida dos ilícitos feitos pelos políticos. Dos 500, uns 400 foi via oficial, lícito, teve ato ofício, uns R$ 100 milhões foi ilícito.
Joesley Batista foi então questionado por um dos procuradores sobre as doações oficiais, a pergunta foi:
— Mas então muitas das doações tidas como oficiais, registradas no TSE, são propina?
O executivo da JBS respondeu:
— Isso, contrapartidas. Propina disfarçada de doação politica.
O empresário contou que seu grupo empresarial está envolvido em crimes há "10, 15 anos". O montante de doações ilegais a políticos, segundo ele estimou, é bem menor que o que foi o distribuído "por fora": R$ 100 milhões.















