João Paulo Cunha pega mais de seis anos de prisão por corrupção e um peculato
STF ainda precisa definir pena por lavagem de dinheiro
Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília
O deputado e ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT-SP) foi condenado, nesta quarta-feira (28), a seis anos e quatro meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) pelos crimes de corrupção passiva e peculato — quando um servidor público aproveita sua função para desviar recursos — na Casa.
Pelo crime de corrupção passiva, por ter recebido R$ 50 mil do publicitário Marcos Valério em troca de favorecer a agência dele em licitação na Câmara dos Deputados, Cunha pegou três anos de prisão.
Por peculato, o plenário definiu pena de três anos e quatro meses. Os ministros entenderam que João Paulo Cunha, que na época do escândalo do mensalão era presidente da Câmara dos Deputados, desviou dinheiro da Casa por meio do contrato firmado com a SMP&B, empresa de Marcos Valério.
Durante a leitura de seu voto, o presidente do STF e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, enfatizou a gravidade do crime.
— As consequências dos crimes se mostram desfavoráveis tendo em vista o milionário prejuízo causado. Ficou evidente a concentração dos desvios no período das eleições municipais de 2002 e o uso do contrato da SMP&B para financiar campanha.















