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Exclusivo: Brexit pode ser bom para o brasil

Ao Jornal de Brasília, autoridades diplomáticas brasileiras avaliam que país pode ter dividendos com saída britânica da União Europeia O post Exclusivo: Brexit pode ser bom para o brasil apareceu primeiro em JBr..

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Brexit pode elevar exportações do Brasil para o Reino Unido Agronegócio seria o setor mais beneficiado, uma vez que os britânicos são menos protecionistas que os demais países do bloco

Lucas Neiva


redacao@grupojbr.com

Até o dia 31 de outubro, o Parlamento britânico terá de estabelecer um acordo com a União Europeia (UE) para determinar como será sua saída do bloco – caso contrário, a separação será radical, sem a negociação de pontos considerados essenciais. Apesar da insegurança em relação aos procedimentos que envolvem o Brexit, autoridades diplomáticas brasileiras creem no estabelecimento de acordos vantajosos entre os dois países, a longo prazo.


O agronegócio é o setor com maior possibilidade de se beneficiar, afirma uma das autoridades que acompanham com lupa o andamento das negociações.

“Talvez, em um acordo separado com a Inglaterra, possamos facilitar o acesso para nossos produtos agrícolas altamente competitivos”, diz a fonte.


O analista afirma que, na área agrícola, os britânicos são tradicionalmente menos protecionistas do que o resto dos países europeus. “Eles sempre foram, dentro da União Europeia, uma força de busca pelo livre comércio, a voz do liberalismo econômico. É possível que, sozinhos, eles busquem acordos que proporcionem um livre comércio mais amplo que o do bloco, facilitando a inserção de produtos brasileiros no mercado britânico”, acredita o analista.

No geral, os britânicos têm sido mais receptivos a produtos agrícolas estrangeiros do que os demais países europeus, como a França ou a Espanha, que preferem proteger a produção nacional.


Referendo

No dia 26 de junho de 2016, motivados principalmente por problemas relacionados ao fluxo de imigração e por uma cultura de distanciamento a assuntos europeus, a população do Reino Unido votou em um referendo nacional pela saída do país da União Europeia. O abandono inglês do bloco recebeu a alcunha Brexit, derivada de British Exit (saída britânica).

O direito de uma nação de se retirar da União Europeia é garantido no Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que também determina que seja estabelecido um acordo do país com o bloco para que se estabeleçam as condições da saída. Esse acordo é objeto de discussão no Parlamento britânico há três anos, em uma campanha liderada pela então primeira-ministra Theresa May.

Após diversas tentativas de negociação sem alcançar um acordo, May se viu obrigada a renunciar ao cargo. Foi substituída pelo atual premiê, Boris Johnson (foto). Boris se mostra determinado a tirar o Reino Unido do bloco e declarou que, não havendo acordo até o dia 31 de outubro, irá optar pelo Hard Brexit – a saída repentina da ilha, sem nenhum tipo de negociação.

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Rainha Elizabeth II com Boris Johnson durante audiência no Palácio de Buckingham. Victoria Jones/Pool via Reuters

O acordo do parlamento britânico com o bloco envolve diversos pontos delicados, que trarão consequências incertas no caso de uma saída dura da Grã Bretanha. Um desses pontos é a questão irlandesa: não se sabe como vai ficar a situação do trânsito de pessoas na fronteira entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte (pertencente ao Reino Unido), que atualmente é livre.

Ainda mais complicada é a situação dos europeus que vivem no Reino Unido e vice-versa. Com um acordo, torna-se possível determinar o que será feito com essas pessoas de forma que nenhum dos dois lados saia prejudicado. Por exemplo, se os vistos serão mantidos. Sem o acordo, o destino dos dois grupos se torna imprevisível.

A situação dos brasileiros que se encontram no Reino Unido também é uma incógnita, pois muitos entraram na ilha com visto de outros países da UE. Segundo fontes ligadas ao Itamaraty, já existem conversas entre Brasil e Reino Unido para estabelecer qual será o destino dessas pessoas, no caso de Hard Brexit.

Outros pontos importantes que estão sendo conversados entre Brasil e Grã-Bretanha são relacionados ao comércio entre os dois países. Normas tarifárias, sanitárias e de segurança terão que ser negociadas para manter a fluidez comercial com o Reino Unido.

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Para o Itamaraty a diplomacia também é afetada

A diplomacia também é afetada, com as duas nações tendo que analisar seus acordos de cooperação para estudar quais permanecem válidos com o Brexit, e quais devem ser renegociados.

Uma saída gradual e negociada do Reino Unido da União Europeia pode dar tempo para os diplomatas brasileiros e britânicos negociarem seus tratados com calma, sem o risco do comércio ou o tráfego de pessoas e mercadorias entre os dois países ser gravemente afetado. Já um Hard Brexit exigiria uma ação rápida para impedir o congelamento dessa relação.

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