Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Juiz critica MP por excesso de ações contra Belo Monte

Projeto recebe forte oposição dos ambientalistas e comunidades indígenas

Brasil|Do R7

  • Google News

Em mais um round da batalha judicial para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, o juiz federal Arthur Pinheiro Chaves, da 9ª Vara Judiciária do Pará, criticou o Ministério Público Federal pelo excesso de ações judiciais para barrar a continuidade das obras.

Numa sentença de 42 páginas, o juiz afirma que a pulverização, dispersão, superposição e não racionalização do ajuizamento de medidas judiciais sucessivas possuem efeito contrário ao de proteção dos povos indígenas e do meio ambiente. Para o magistrado, essa estratégia estimula a perpetuação de conflito social na região.


Na decisão, assinada no último dia 21, o magistrado julgou improcedente o pedido do Ministério Público de nulidade da Licença Prévia emitida pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que permitiu a realização do leilão da Usina Hidrelétrica Belo Monte, na região do Xingu, no Pará.

No estágio atual dos acontecimentos, o juiz destacou na sentença que a grande questão que se coloca em relação à área de Belo Monte e ao seu entorno é o acompanhamento efetivo e eficaz da implementação de todas as medidas voltadas à proteção dos povos indígenas e do meio ambiente, lançadas no Rima (Relatório de Impacto Ambiental) e nos inúmeros estudos e pareceres a feitos pela Funai, Ibama e nas licenças prévia e de instalação do empreendimento.


Dilma muda mais uma vez o visual. Veja outras políticas que radicalizaram ao longo do tempo

Conheça as maiores hidrelétricas do País


Leia mais notícias de Brasil

Em meio a boatos de racionamento, conheça as principais usinas de energia do Brasil


Charmosas e engajadas, belas causam "dor de cabeça" aos pais políticos

A usina de Belo Monte entrou em 2013 com 20% das obras concluídas. Segundo o Ministério do Minas e Energia, a usina vai gerar até 11.233 MW de energia. Desde o inicio, o projeto recebeu forte oposição dos ambientalistas, comunidades indígenas e do Ministério Público.

Para o Ministério Público, o projeto afetará diretamente as Terras Indígenas de Paquiçamba, Arara da Volta Grande e Juruna, na medida em que a redução da vazão do Rio Xingu, em trecho de 100 quilômetros, trará considerável diminuição da possibilidade de navegação, pesca e realização de rituais por parte das comunidades indígenas e ribeirinhas ali residentes, modificando negativamente seu modo de vida tradicional.

Em defesa da obra, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) assegurou que Belo Monte não atingirá e nem se desenvolverá em terras indígenas e destacou que o Rima prevê medidas compensatórias para minimizar os impactos sobre as populações indígenas.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.